
Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea) – (Foto: Assessoria)
A Polícia Civil da Paraíba concluiu o inquérito que investigava a morte da gestante Maria Danielle Cristina Morais e de seu bebê, após atendimento no Instituto de Saúde Elpídio Almeida (ISEA), em Campina Grande. Seis profissionais de saúde foram indiciados por suposta participação no caso: quatro médicos obstetras e duas enfermeiras, pelo crime de aborto provocado por terceiro em sua forma majorada, previsto nos artigos 125 e 127 do Código Penal.
Segundo o inquérito, a equipe responsável pelo atendimento teria agido de forma omissiva, negligente e imprudente diante de uma gestação de alto risco, com demora na adoção de medidas adequadas, falhas na condução do trabalho de parto e utilização inadequada de procedimentos médicos. As investigações também identificaram indícios de violência verbal e psicológica contra a paciente. Laudos periciais apontam que uma intervenção cirúrgica em momento oportuno poderia ter preservado a vida do bebê, que morreu em decorrência de ruptura uterina.
Em relação à morte de Maria Danielle, ocorrida 25 dias após os fatos, os exames indicaram que o óbito foi causado por complicações relacionadas a uma condição genética preexistente, agravada pelos eventos ocorridos durante o atendimento.
O caso veio a público em março de 2025, após denúncia feita pelo pai do bebê, Jorge Elô. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para análise das providências cabíveis. Os indiciados têm direito ao contraditório e à ampla defesa durante o processo judicial.
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