Rebelião na FIFA. Já há movimentos para derrubar Infantino
Membros do Conselho da FIFA tentam forçar uma Assembleia Geral Extraordinária para destituir Gianni Infantino. Processo começou no Campeonato do Mundo, com o 'caso Balogun', e acentuou-se com a tentativa de vender a prova a investidores privados.

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Estaremos perante o início do fim de Gianni Infantino? O jornal britânico The Guardian adianta, este domingo, que vários membros do Conselho da FIFA terão começado a movimentar-se no sentido de forçar a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária, que teria como objetivo discutir a sua demissão do cargo de presidente.
Este processo começou a desenrolar-se há, sensivelmente, um mês, quando o organismo que rege o futebol internacional suspendeu o jogo de castigo imposto a Folarin Balogun, como resultado do cartão vermelho que lhe foi exibido na vitória dos Estados Unidos da América sobre a Bósnia e Herzegovina, por 2-0, permitindo-lhe disputar o jogo dos oitavos de final do Campeonato do Mundo, diante da Bélgica.
Na altura, o suíço-italiano garantiu que a decisão teve como base uma revisão independente do lance, e não os vários telefonemas que recebeu do presidente norte-americano, Donald Trump. No entanto, até ao momento, não foram tornadas públicas as conclusões alcançadas por esta instância para a despenalização do avançado.
O sentimento de indignação dirigido ao advogado acentuou-se ao longo da última semana, com a tão badalada proposta de criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), subsidiária que seria aberta a investimento privado e que teria como objetivo concentrar as operações comerciais das provas organizadas pelo organismo (entre elas, o Mundial).
Para que seja convocada uma Assembleia Geral Extraordinária, são necessárias as assinaturas de, pelo menos, 19 dos 37 membros que compõem o Conselho da FIFA (nove da UEFA, sete da AFC, seis da CAF, cinco da CONCACAF, cinco da CONMEBOL e três da OFC, assim como o próprio Gianni Infantino e o seu secretário-geral, Mattias Grafstrom).
Antes da polémica derivada do projeto da FFE e da suposta intenção de vender 20% da mesma à Thrive Capital (fundo de investimento fundado por Joshua Kushner o irmão mais novo de Jared Kushner, genro de Donald Trump), garante a publicação, a recolha de assinaturas tinha já superado os dois dígitos.
O objetivo passa por debater formalmente a continuidade de Gianni Infantino na presidência da FIFA o mais rapidamente possível, de preferência, antes da Assembleia Geral Ordinária agendada para o próximo dia 18 de novembro, que ditará o final do prazo para a apresentação de candidaturas às eleições de março de 2017.
A ‘queda’ de Gianni Infantino pode dar-se, ainda, por uma outra via. Isto é, se pelo menos 43 federações-membro da FIFA se juntarem e apresentarem um pedido urgente para a realização de um Congresso, onde seria apresentada uma moção de censura. No limite, o próprio poderá optar por apresentar a demissão.
Já se procura um sucessor para Gianni Infantino
À margem deste processo, nos bastidores, começam a surgir as primeiras movimentações no sentido de encontrar um sucessor para Gianni Infantino, que até já tinha garantido mais de 200 cartas de apoio à reeleição. No entanto, muitas delas deverão ser revogadas, como resultado das controvérsias entretanto surgidas.
Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain e da Associação de Clubes Europeus, tem sido o nome mais badalado, mas permanece hesitante em aceitar o desafio. Na calha permanecem, ainda, nomes como Victor Montagliani ou Sheikh Salman bin Ebrahim Al Khalifa, que lideram, respetivamente, CONCACAF e AFC.
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