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Operação mira armazenamento de imagens de abuso infantil no Sertão

Ação busca apreender aparelhos eletrônicos e identificar responsáveis pela posse e circulação de arquivos ilícitos.


Operação busca equipamentos que podem conter arquivos relacionados à investigação. Foto: Divulgação/Polícia Militar

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (18), a Operação Sentinela do Sertão, para combater o armazenamento de arquivos com cenas de abuso e exploração sexual infantojuvenil.

Durante a ação, os agentes cumprem um mandado de busca e apreensão em São José de Piranhas, no Sertão da Paraíba. A ordem foi expedida pela 5ª Vara Regional das Garantias do Tribunal de Justiça da Paraíba.

O objetivo é localizar e apreender computadores, celulares, mídias de armazenamento e outros dispositivos eletrônicos que possam conter materiais relacionados à investigação.

Os equipamentos eventualmente recolhidos serão encaminhados para perícia criminal. A análise deverá ajudar a confirmar a autoria, dimensionar o acervo ilícito e identificar possíveis vítimas ou outras pessoas envolvidas.

Investigação começou em Santa Catarina

Segundo a Polícia Federal, a investigação teve origem em um procedimento instaurado em Santa Catarina, após uma denúncia sobre a comercialização e disponibilização de material ilícito por meio de aplicativo de mensagens e links hospedados em serviço de armazenamento em nuvem.

A conduta investigada pode configurar o crime previsto no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A legislação pune a aquisição, posse ou armazenamento de material com cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente.

Polícia alerta sobre crime

A Polícia Federal reforça que receber, armazenar ou compartilhar esse tipo de arquivo é crime. A circulação das imagens prolonga a violência sofrida pelas vítimas e contribui para a manutenção de uma cadeia criminosa de exploração.

As investigações continuam, e novas medidas poderão ser adotadas conforme o resultado da perícia no material apreendido.

Paraíba.com.br

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