Datafolha: Lula amplia vantagem após vazamento de áudios de Flávio

Lula x Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução/Agência Brasil)
Em nova pesquisa Datafolha sobre a disputa eleitoral para a Presidência divulgada nesta sexta-feira (22), o presidente Lula (PT) aumentou sua vantagem de 3 para 9 pontos sobre Flávio Bolsonaro (PL) na simulação de primeiro turno, alcançando 40% perante 31% do senador.
Trata-se do primeiro levantamento feito após a divulgação de áudios de Flávio solicitando dinheiro para o banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre a trajetória de seu pai, Jair Messias Bolsonaro. Na última pesquisa divulgada, a maior parte das entrevistas foram realizadas antes do caso vir à tona. Na pesquisa anterior, Lula aparecia em empate técnico com Flávio dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais: 38% contra 35%. Agora, no cenário de segundo turno, o empate de 45% registrado anteriormente deu lugar a uma vantagem de 47% a 43% para o petista.
No cenário considerado hoje o mais provável para o primeiro turno, Lula e Flávio permanecem isolados na liderança. Os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD-GO), com 4%, e Romeu Zema (Novo-MG), com 3%, aparecem empatados com Renan Santos (Missão) e Samara Martins (UP), ambos também com 3%.
Em um bloco tecnicamente empatado estão ainda Augusto Cury (Avante), com 2%, Rui Costa Pimenta (PCO), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Aldo Rebelo (DC), todos com 1%. Rebelo, porém, foi retirado da disputa por seu partido, que agora cogita indicar o ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa. A mudança ocorreu após o registro da pesquisa no TSE, sob o código BR-07489/2026.
Nos cenários de segundo turno, Lula também mantém vantagem sobre os demais adversários. Contra Caiado, o petista oscilou de 46% para 48%, enquanto o governador permaneceu com 39%. Já diante de Zema, Lula registrou a mesma alta, enquanto o mineiro variou de 40% para 39%.
O Datafolha refez as entrevistas entre quarta-feira (20) e quinta-feira (21), quando o episódio já era amplamente conhecido. Entre os 2.004 entrevistados em 139 municípios, 64% afirmaram ter ouvido falar do caso, e o mesmo percentual avaliou negativamente a conduta do senador.
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