VÍDEO: Cabo Gilberto Silva não descarta medida que pode ‘derrubar’ PEC 5×2 caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente

O deputado federal reeleito Cabo Gilberto Silva (PL) não negou a possibilidade de a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6×1 ser revista caso o candidato a presidente do seu partido, o senador Flávio Bolsonaro, seja eleito. O PL se colocou contra a proposta de conceder ao trabalhador brasileiro um dia a mais de folga na semana e só decidiu votar favorável na semana em que a matéria seria apreciada.
Durante entrevista ao jornalista Guga Noblat, Cabo Gilberto desconversou ao ser questionado sobre a revogação da proposta numa eventual vitória de Flávio. Noblat, ao iniciar a entrevista, afirma que o próprio Flávio Bolsonaro disse ser contra a proposta. “Vamos aguardar as eleições. Cada um fala o que quiser, o Congresso vai dar a palavra final”, respondeu Cabo Gilberto.
Em tempo que Noblat refaz a pergunta e ressalta: “Mas quem vai dar a palavra final com o Congresso na mão dele? É o Flávio”. “Tá na mão do povo. O povo quem elegeu o Congresso”, retrucou o Cabo.
Ainda durante o vídeo, Noblat cobra o comprometimento do deputado paraibano em prol da permanência da escala 5×2 em 2027, caso Flávio Bolsonaro seja eleito e, mais uma vez, o parlamentar prefere não se comprometer. “Vamos ganhar as eleições primeiro para que a gente possa trabalhar”, respondeu o deputado federal Cabo Gilberto Silva.
Veja vídeo:
Escala 5×2
O Congresso Nacional promulgou, nesta sexta-feira (16), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas. A sessão solene contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP).
Flávio Bolsonaro
A participação de Flávio na discussão foi nula. Ele não registrou presença em nenhuma das cinco sessões de debate e só anunciou que votaria a favor da proposta após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de prisão em regime domiciliar por tentativa de golpe de Estado.
PB Agora




