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“PL da Dosimetria”: relator promete atender a todos, inclusive Bolsonaro

Paulinho da Força é o relator do PL que pode rever as penas aos condenados pelo 8/1. Ele conversou nesta sexta (19/9) com o Metrópoles

@Metrópoles

O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), escolhido como relator do Projeto de Lei da Anistia — rebatizado por ele como PL da Dosimetria — na Câmara dos Deputados, afirmou, nesta sexta-feira (19/9), em entrevista ao Acorda, Metrópoles, que o relatório que ele irá apresentar deve atender a “todo mundo”, inclusive ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A expectativa é que o relatório a ser apresentado por Paulinho da Força ofereça apenas redução de pena aos manifestantes do 8 de Janeiro, sem perdão ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por liderar tentativa de golpe de Estado.

O PL da Anistia entrou em discussão na Câmara por pressão de parlamentares bolsonaristas após Bolsonaro e outros sete aliados serem condenados pelo STF.

Segundo Paulinho, o projeto de lei será chamado Dosimetria, tendo em vista que uma anistia aos condenados foi declarada inconstitucional pelo Supremo.

“Então eu não estou mais tratando de anistia, estou tratando de um projeto de dosimetria

“Então eu não estou mais tratando de anistia, estou tratando de um projeto de dosimetria”, apontou o relator.Sobre o PL da Dosimetria

  • O PL teve a urgência aprovada na Câmara, na quarta-feira (17/9). Isso significa que a tramitação abrevia etapas.
  • Paulinho da Força foi indicado como relator pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), nessa quinta-feira (18/9).
  • O texto é de 2023 e de autoria do deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos-RJ).
  • A abrangência da proposta, conforme o texto atual, é para atos cometidos entre 30 de outubro de 2022 e a data de entrada em vigor da lei.

Como exemplo, Paulinho da Força citou que Bolsonaro poderá, caso o Congresso Nacional aprove redução da pena de 27 para 19 anos, voltar para casa. “Agora, se não for, aí ele vai ter que tratar. Vai reduzir para todo mundo, inclusive para ele”, afirmou.

“Vamos supor que, nessa discussão, no Congresso, a gente reduza 10 anos. Então ele [Bolsonaro] continuaria com 17. Aí o caso dele teria que ser tratado de uma outra forma, e não mais nesse projeto que nós vamos apresentar. Esse tamanho da dose depende então de cada conversa que eu vou fazer a partir de segunda”, completou Paulinho.

“A Câmara precisa destravar o país. Essa divisão de esquerda e direita que nós estamos vivendo hoje, não só no Congresso, mas no país, é preciso ser enterrada”, pontuou o deputado.

Metrópoles 

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