Pedro se solidariza com Myriam Gadelha e teme impunidade a agressor Fábio Tyrone: “STJ mude liminar e PSB não dê legenda”
Pedro também criticou, em vídeo obtido pelo ClickPB, o PSB aceitar a pré-candidatura de Tryrone a deputado federal. Ele também alertou sobre a possibilidade do processo prescrever após liminar no Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

O presidente do PSD na Paraíba, Pedro Cunha Lima, se solidarizou com a advogada Myriam Gadelha, que há oito anos foi vítima de violência doméstica do então ex-prefeito de Sousa, Fábio Tyrone. Pedro também criticou, em vídeo obtido pelo ClickPB, o PSB aceitar a pré-candidatura de Tryrone a deputado federal. Ele também alertou sobre a possibilidade do processo prescrever após liminar no Supremo Tribunal de Justiça (STJ).
“Eu quero sair em defesa de Miriam Gadelha e de todas as mulheres que ainda hoje sofrem por agressão. Miriam foi vítima de violência doméstica. Ela saiu desse episódio traumático com os olhos inchados, marcas de unhas e sinais de esganadura. Ela foi estrangulada. E há quase oito anos que ela luta por justiça. O seu agressor, Fábio Tayroni, ele foi condenado em primeira instância, condenado em segunda instância, mas mais recentemente ele conseguiu eliminar no STJ, que diminui a pena e projeta um cenário de possibilidade de prescrição”, desabafou como acompanhou o ClickPB, em vídeo publicado em suas redes sociais.
De acordo com Pedro, o cenário de constantes casos e aumento nos índices de feminicídio, bem como a violência contra a mulher deve reforçar valores à sociedade “reflexão coletiva, que pede que sobretudo nós homens, que a gente bote a nossa cara, que a gente participe desse enfrentamento. Porque é sempre muito mais comum não se envolver, ficar um pouco mais distante, é mais cômodo, é mais confortável. Mas é justamente essa postura omissa que faz com que uma mudança tão óbvia demore tanto a chegar”.
O ex-candidato ao governo da Paraíba também alertou “existir inclusive uma possibilidade desse agressor, Fábio Tayroni, ser candidato a deputado federal aqui na Paraíba. É importante que o presidente estadual do partido, João Azevedo, seja cobrado. É importante que o presidente nacional do PSB, João Campos, seja cobrado. A deputada Tabata, inclusive, do PSB também, fez a sua parte, colocando sua solidariedade e encaminhando o caso para o Conselho de Ética. Pelo menos foi isso que eu acompanhei e vi. Então eu quero aqui dar luz a esse tema, participar desse enfrentamento, manifestar a minha solidariedade à Miriam, esperar que o STJ mude essa liminar que projeta essa prescrição, e também dizer que não dá para aceitar que o PSB dê legenda a um agressor”, destacou.
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