Policial

Suspeito morre em confronto durante operação contra facções


Reprodução/Brasil Urgente

Um suspeito morreu em confronto com policiais militares do 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) de Piracicaba durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em Rio Claro, no interior de São Paulo. A operação ocorre em apoio a uma investigação do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Logo nas primeiras horas do dia, a PM deu início ao cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão na cidade, onde há anos ocorre uma disputa violenta pelo domínio do tráfico de drogas entre integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e de uma facção local conhecida como Bonde do Magrelo.

Em um dos locais de busca, um dos alvos reagiu à abordagem policial e houve um tiroteio. O acusado foi baleado, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

Ligação com roubos e fornecimento de armas

Segundo a Polícia Militar, o suspeito que reagiu era conhecido das forças policiais por participar de roubos a condomínios de luxo na região. Em uma das ações, a quadrilha dele invadiu um prédio usando uniformes da polícia para acessar um apartamento, de onde foram roubados R$ 5 milhões em joias e dinheiro.

O homem morto no confronto também é acusado de fornecer armamento ao Bonde do Magrelo. Ele utilizava a carteira de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) para comprar e revender fuzis, pistolas e munições. A investigação descobriu que o suspeito chegou a simular o furto de um arsenal particular para justificar a entrega das armas ao crime organizado.

Durante as buscas, os policiais do 10º BAEP apreenderam armas, dinheiro oriundo da movimentação do tráfico e drogas. Um cão farejador foi utilizado nas buscas e ajudou a apontar esconderijos utilizados pela quadrilha.

Bonde do Magrelo em ascensão

O Bonde do Magrelo é um grupo criminoso que domina a venda de entorpecentes e os grandes assaltos em Rio Claro, ganhando força na região. A facção foi fundada na cidade por criminosos que abandonaram ou foram expulsos do PCC e, nos últimos anos, tem enfrentado a maior facção do país em intensos tiroteios, que resultaram em mais de 30 mortes só este ano.

Anderson Ricardo de Menezes, conhecido como Magrelo, mesmo preso, continua a dar as ordens dentro da nova facção. A ligação com o Comando Vermelho (CV) do Rio de Janeiro fortaleceu o grupo criminoso, que chega a vender armas para a facção fluminense em troca de novos integrantes e proteção nas ruas.

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