Síndico é preso suspeito de assédio sexual contra prestadora de serviço de condomínio em CG

Um professor de História e que também ocupava a função de síndico foi preso em flagrante, em Campina Grande, suspeito de assédio sexual contra uma prestadora de serviços que trabalhava no condomínio
De acordo com as informações sobre o caso, a mulher já havia relatado à empresa para a qual trabalha episódios anteriores de assédio atribuídos ao suspeito. Entre as situações mencionadas estavam o envio de mensagens, conversas e tentativas de ficar sozinho com ela. A vítima teria reunido registros dos episódios e, junto com a empresa, se preparava para procurar a polícia e formalizar a denúncia.
Ainda segundo o relato, por volta das 9h30 desta terça-feira, o suspeito a teria abordado enquanto ela estava sozinha no condomínio e tentado segurá-la e beijá-la à força. A prestadora gritou por socorro, e funcionários do condomínio e da empresa foram ao local.
A Polícia Militar foi acionada, mas o suspeito teria deixado o condomínio antes da chegada dos agentes. Como ele também morava no local, os policiais foram até o imóvel. Depois, a equipe recebeu a indicação de outro endereço onde o encontrou e o prendeu em flagrante.
O suspeito agora aguarda audiência de custódia onde a Justiça deverá analisar e decidir se ele permanecerá preso ou poderá responder ao processo em liberdade.
Após o caso, o homem informou à administração do condomínio que deixaria a função de síndico.
Em tempo
Em comunicado encaminhado aos condôminos, a administração do Condomínio Giardino Bianco informou que recebeu a renúncia do síndico e que a subsíndica, junto ao Conselho, está tomando as medidas necessárias para garantir a continuidade da gestão e preparar os próximos encaminhamentos, incluindo a convocação de Assembleia.
Também foi esclarecido que eventuais despesas com a defesa particular do ex-síndico não serão pagas pelo condomínio.
A administração reforçou que não compactua com violência ou desrespeito e pediu serenidade, evitando especulações e conflitos. As autoridades competentes deverão apurar os acontecimentos recentes.
Quanto aos funcionários, foi garantido que não há intenção ou determinação de demissões. Todos serão ouvidos e terão espaço para apresentar dúvidas e preocupações, sem risco de retaliação.
Sobre o ocorrido no dia anterior, a administração explicou que não teve conhecimento prévio suficiente para acompanhar presencialmente as pessoas na delegacia ou providenciar alimentação e água, mas afirmou ter mantido contato por telefone e mensagens e acompanhado a situação junto ao gerente e à administradora.
Por fim, a administração pediu que informações sejam buscadas pelos canais oficiais, evitando boatos e informações incompletas, e reafirmou o compromisso com transparência, diálogo, segurança e restabelecimento da tranquilidade no condomínio.
PB Agora





