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Salah e Liverpool em rota colisão: relembre jogadores que saíram de ídolos para judas no futebol inglês

O futebol mexe com a paixão dos fanáticos torcedores. E não somente para o bem. Diversas relações entre ídolos e clubes ficaram estremecidas na Premier League e o mais novo e inesperado caso envolve Mohamed Salah e o Liverpool. Em péssima temporada 2025/26, o técnico Arne Slot colocou o maior ídolo na história recente do clube no banco de reservas.

O egípcio partiu para o ataque, através da imprensa, e disse estar sendo tratado como “boxe expiatório”. “A situação com Salah está longe do ideal. Não é boa para ninguém. Nem para o clube, nem para a equipe, nem para ele. Reagimos da maneira que reagimos e não o trouxemos para cá. Todos têm direito à sua opinião… mas também cabe a nós reagir quando um jogador usa palavras, e no caso de Mo Salah, não podemos aceitar”, declarou Slot.

Salah está fora da partida desta terça-feira (9) contra a Internazionale, pela Liga dos Campeões, e publicou uma foto nas instalações do Liverpool.  Com a polêmica entre Salah e Liverpool, a equipe oGol voltou no tempo para relembrar outros ídolos que ficaram com a relação estremecida em seus clubes. E os Reds possuem outros exemplos recentes…

Campbell atiça rivalidade do dérbi do norte de Londres

Criado nas categorias de base do Tottenham, o zagueiro Sol Campbell chocou o clube em 2001. Depois de nove temporadas, o defensor da seleção inglesa rumou ao Arsenal, o maior rival dos Spurs. O jogador foi apelidado de Judas pelos antigos fãs e, mesmo depois de aposentado, ainda ouve cânticos nada elogiosos. A escolha de Campbell rendeu dividendos, já que atleta venceu duas vezes a Premier League e acabou como vice-campeão da Liga dos Campeões com a camisa dos Gunners.

Beckham e o conflito com Ferguson

Cria do Manchester United, David Beckham rapidamente se transformou em um ícone do clube. O camisa 7 também viraria um ícone fora do campo, como um fenômeno de marketing e por conta do relacionamento com a Spice Girl Victoria Adams.

O jogador conseguiu conciliar a fama com o esporte por muitos anos, mas a relação com Alex Ferguson já se mostrava desgastada. Em 2003, veio a gota d’água, com um incidente após eliminação na FA Cup, diante do Arsenal.

Ferguson entrou nos vestiários exaltado, Beckham reagiu com um xingamento, e o treinador acabou por atingir o comandado com uma chuteira. Beckham usou um curativo no olho nos dias seguintes, o que Ferguson classificou como encenação. Ainda naquele ano, Beckham foi vendido ao Real Madrid.

Ashley Cole causa ira na torcida do Arsenal

O lateral Ashley Cole era um dos melhores em sua posição na Inglaterra e vital para o Arsenal, clube que o formou. Em 2006, no entanto, essa história começou a ruir por conta das negociações para a renovação de contrato. Após os Gunners reduzirem uma oferta inicial, o jogador se sentiu desrespeitado e aceitou proposta mais vantajosa do Chelsea. A torcida dos Gunners obviamente não aceitou e o defensor foi apelidado de “Cashley”, em uma referência a palavra dinheiro.  Vestindo azul, Ashley Cole realizou o grande sonho do Arsenal e faturou um troféu de Liga dos Campeões.

Adebayor na força do ódio

Os Gunners são alvo também no comando de ataque. Emmanuel Adebayor também era ídolo da torcida do Arsenal e acabou por sair dos planos do técnico Arsène Wenger.  “Tinha vontade de continuar, mas ele tinha planos claros. Vá ou fique, não vai ter nenhum minuto aqui. No dia seguinte vejo o Wenger dizer que eu saí por causa do dinheiro que me ofereceram. Desde esse dia que odeio o Arsenal e quero que percam sempre”, declarou o togolês. A vingança de Adebayor veio quando as duas equipes se enfrentaram. O City venceu por 4 a 2, com direito a gol do centroavante, que atravessou todo o campo para celebrar no campo de defesa, bem em frente dos torcedores do Arsenal.

Tévez troca o vermelho pelo azul

O argentino Carlos Tévez é personagem de uma das histórias mais controversas entre um clube e um jogador. Jogador do West Ham, Tévez foi cedido ao Manchester United, que tinha a intenção de comprar o atleta ao término desse acordo.

Nas palavras de Carlitos, ele “merecia mais respeito”. Depois de uma primeira temporada, o centroavante disse que não teve mais comunicação com Alex Ferguson. No fim, Tévez aceitou a proposta do rival City e trocou de cor em Manchester.

Os Cityzens leram o título em 2011/12 e Carlos Tévez ainda provocou Ferguson com um cartaz com a frase RIP (Descanse em Paz) Fergie, em alusão a declarações do técnico, em 2009, de que o City não conquistaria o Inglês enquanto ele estivesse vivo. Após a repercussão, o argentino pediu desculpas.

Suárez tenta partir, permanece, mas ruma ao Barça

Antes de Mo Salah, o Liverpool teve a relação estremecida com outro grande ídolo. Luis Suárez empilhava gols pelos Reds, mas mostrava insatisfação por não disputar a Liga dos Campeões e com a equipe longe da briga pelo troféu na Inglaterra.

“Meu motivo para sair é minha família e minha imagem. Não me sinto mais confortável aqui”, disse Suárez à época e também acusou a mídia britânica de perseguição.  Nesse período, o Arsenal tentou contratar o jogador e ofereceu o valor da cláusula de rescisão.

O Liverpool não aceitou vender o centroavante e até chegou a acordo de renovação. Mas a saída do uruguaio já estava praticamente acertada, como revelaria Luisito depois. “Steven me disse ‘prometo que se você ficar nesse ano você vai sair no ano que vem e irá para Bayern, Barcelona, Real Madrid, para onde você quiser.’ Mas neste ano você não vai para o Arsenal”. O destino de Suárez, como todos se lembram, foi o Barcelona.

Coutinho força saída do Liverpool

Outra situação difícil que a diretoria do Liverpool teve de lidar foi em relação ao brasileiro Philippe Coutinho.  Os Reds, inicialmente, se recusaram a vender o meia-atacante ao Barcelona e a novela se arrastou. Coutinho entregou um pedido de transferência às vésperas do início da temporada 2017/18 e deixou claro que não atuaria mais pelo clube.

Por fim, a equipe inglesa acabou por aceitar vender Coutinho, que ficou com a imagem arranhada em Liverpool. mas rendeu aos cofres dos Reds cerca de 130 milhões de euros.

CR7 encerra história no United com polêmica

Cristiano Ronaldo deixou o Manchester United como ídolo e voltou à Inglaterra para uma segunda passagem, em 2021. Assim como no caso de Salah no Liverpool, o português se voltou contra o treinador dos Red Devils à época, Erik ten Hag.

“O Manchester United tentou forçar a minha saída. Não só o treinador, mas também outras duas ou três pessoas que estão à volta do clube. Me senti traído e senti que também outras pessoas não me queriam no clube”, declarou CR7 ao jornalista Piers Morgan.

A rescisão de Ronaldo com o clube inglês viria às vésperas da Copa do Mundo de 2022. Vale ressaltar também que Ronaldo negociou com o rival City antes de retornar ao United, algo que também contribuiu para arranhar sua imagem de ídolo no lado vermelho de Manchester.

O Gol 

 

 

 

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