
Reprodução/Nasa – Estreito de Ormuz
O preço do petróleo caiu 10% nesta sexta-feira (17) após a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo mundial.
Na manhã desta sexta-feira (17), os contratos futuros do petróleo Brent estavam em queda de US$ 10,38 (cerca de R$ 51,90), ou 10,5%, a US$ 88,95 (aproximadamente R$ 444,75) o barril, após atingirem a mínima de US$ 87,71 (cerca de R$ 438,55).
Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, recuava US$ 10,50 (cerca de R$ 52,50), ou 11%, sendo negociado a US$ 84,28 (aproximadamente R$ 421,40) o barril, depois de chegar a US$ 83 (cerca de R$ 415).
Mais cedo, Abbas Araghchi, atual ministro das Relações Exteriores do Irã, informou sobre a reabertura total da passagem para embarcações, que deverá ser fechada novamente na quarta-feira (22). Segundo ele, todos os navios poderão circular livremente durante o período de cessar-fogo.
“Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está declarada totalmente aberta durante o restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos da República Islâmica do Irã”Abbas Araghchi, atual ministro das Relações Exteriores do Irã
Após o anúncio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agradeceu ao Irã pela abertura do Estreito de Ormuz.
“O Irã acaba de anunciar que o estreito está totalmente aberto e pronto para a livre passagem. Obrigado!”Donald Trump, presidente dos EUA
A passagem das embarcações seguirá uma rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos do país.
Cessar-fogo entre Israel e Líbano
O acordo envolve indiretamente o Hezbollah, apoiado pelo Irã, e ainda enfrenta incertezas sobre sua implementação.
Nesse cenário, a liberação da principal rota de escoamento de petróleo do mundo sinaliza um alívio temporário nas preocupações com o fornecimento global de energia.
Nos últimos dias, tensões envolvendo Irã e Estados Unidos haviam elevado o risco de interrupções no tráfego marítimo, afetando diretamente os mercados internacionais de petróleo.
A passagem de um primeiro petroleiro pelo estreito desde o início do bloqueio reforça a percepção de normalização parcial das operações, embora analistas apontem que a situação permanece frágil e dependente da manutenção da trégua na região.
O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao oceano aberto e concentra uma parcela significativa do transporte global de petróleo. Por isso, qualquer tensão ou bloqueio na região pode impactar diretamente os preços da commodity e a economia mundial.
*Estagiária sob supervisão
Ig




