Esporte

Portugal arrasado lá fora após empate: “Foi mau demais para ser verdade”

O empate feliz de Portugal com a Colômbia (0-0), no sábado, para a terceira e última jornada do Grupo K do Mundial2026 de futebol, foi realçado pela imprensa internacional, crítica sobre a inconsistência exibicional lusa.

© Getty Images

No fim do encontro disputado no Estádio Hard Rock, em Miami Gardens, nos Estados Unidos, o jornal desportivo francês L’Equipe considerou que Cristiano Ronaldo, avançado e capitão português, e os seus companheiros de equipa “tiveram uma atuação apagada” perante os vice-campeões sul-americanos, que “dominaram a posse de bola, mas não lograram marcar”.

A publicação britânica The Guardian acentuou os reparos ao desempenho de Ronaldo, que foi “facilmente neutralizado” pela Colômbia, quatro dias depois de ter ‘bisado’ na goleada ao Uzbequistão (5-0), para se tornar o primeiro a marcar em seis edições de Mundiais e ultrapassar Eusébio como recordista de golos por Portugal na história da principal prova de seleções.

“As estrelas apareceram neste Campeonato do Mundo. Ronaldo, porém, ainda tem um longo caminho a percorrer se a busca por provar a sua omnipresença neste torneio não prejudicar as esperanças de glória dos portugueses”, analisou, num dia em que o madeirense fez a 25.ª partida em fases finais de Mundiais e igualou o alemão Lothar Matthäus na segunda posição dessa contabilidade, a quatro do argentino Lionel Messi.

Admitindo que, se houvesse um vencedor, “certamente seria a Colômbia”, o The Guardian evocou as dificuldades sentidas por Portugal, a exemplo do empate com a República Democrática do Congo na primeira jornada (1-1).

“Um empate com sabor a ouro para os ‘cafeteros’ e Portugal no caminho difícil [da fase a eliminar]”, reforçou a Marca, convencida de que os lusos teriam perdido se não fosse a ineficácia contrária e a atuação do guarda-redes Diogo Costa, eleito melhor jogador em campo pelo diário espanhol.

Na imprensa colombiana, o El Espectador viu a seleção comandada pelo argentino Néstor Lorenzo “resistir à pressão” de Portugal e “dominar boa parte do jogo”, que até poderia ter vencido com um golo já em tempo de compensação, embora Davinson Sánchez marcasse em posição ilegal.

O El Espectador mencionou ainda o reencontro entre Ronaldo e James Rodríguez antes do início da partida, uma vez que os capitães de Portugal e da Colômbia, que despontou na Europa através do FC Porto, coincidiram nos espanhóis do Real Madrid por três épocas, entre 2014/15 e 2016/17.

Nos 16 avos de final, a Colômbia vai medir forças em Kansas City com o Gana, tendo o El Espectador recordado que os africanos são comandados pelo português Carlos Queiroz, que “conhece muito bem o entorno” dos ‘cafeteros’, aos quais esteve ligado como selecionador de 2019 a 2020.

Da mesma forma, o jornal italiano La Gazzetta dello Sport deu conta do reencontro na fase a eliminar entre Ronaldo e Luka Modric, do AC Milan, que cumpriram seis épocas juntos no Real Madrid e vão capitanear Portugal e Croácia num encontro entre ambos, em Toronto, no Canadá.

“Se vencer, Portugal pode defrontar a Espanha nos oitavos de final. Tudo isto com grandes dúvidas a pairar no ar, porque foi inferior em todos os aspetos em Miami Gardens. Teve menos jogadas, menos oportunidades e, sobretudo, menos preparação física. Se o seu nível de jogo for este, a Colômbia vai assustar toda a gente. Quanto a Portugal, foi mau demais para ser verdade e colocou Ronaldo do lado oposto de Messi na próxima fase. Só nos resta vê-los na final e que história incrível seria”, salientou.

Portugal e Colômbia, qualificados antecipadamente para os 16 avos de final, empataram 0-0 no sábado, em jogo da terceira e última jornada do Grupo K do Mundial2026, que também apurou a República Democrática do Congo, vitoriosa com reviravolta diante do estreante Uzbequistão (3-1).

Qualificada pela sexta vez, e terceira consecutiva, em nove participações para a fase a eliminar, a equipa das ‘quinas’ terminou a ‘poule’ no segundo lugar, com cinco pontos, contra sete dos sul-americanos, primeiros classificados, quatro dos africanos, terceiros, e nenhum dos asiáticos, últimos.

Na quinta-feira (madrugada de sexta-feira em Lisboa), em Toronto, no Canadá, Portugal vai defrontar a Croácia, finalista vencida em 2018 e terceira em 1998 e 2022, que encerrou o Grupo L na vice-liderança.

Já a Inglaterra, campeão em 1966, e o Gana, apurados na primeira e terceira posições da mesma ‘poule’ dos croatas, respetivamente, terão pela frente a Colômbia e a República Democrática do Congo na quarta-feira e na sexta-feira, em Kansas City e Atlanta, sempre nos Estados Unidos.

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