O último ato e a passagem de bastão: Espanha estraga final feliz de Messi e é bicampeã do mundo

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Foi à sua maneira. Diante de uma Argentina que nunca ofereceu perigo, a não ser na ilusão de que Lionel Messi poderia fazer alguma coisa. A Espanha dominou, controlou de forma culposa durante muito tempo, mas escreveu a inevitável história do bicampeonato mundial com gol do herói improvável, na prorrogação: Ferrán Torres marcou já na prorrogação no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e colocou o futebol espanhol no topo do mundo.
Depois de uma campanha em que só mostrou o brilantismo da última campeã da Europa na semifinal, a Espanha fez mais um jogo burocrático. Mas foi senhora do jogo e quando enfim resolveu ser competente, garantiu a segunda estrela no peito. Messi passou o bastão para Lamine Yamal, como já estava escrito pelos Deuses do Futebol. A história já escrita pelos Deuses do Futebol O destino pareceu pregar uma peça em todos, talvez a maior da história.
Quem iria prever que a promessa Lionel Messi iria se tornar um dos maiores da história? E que o menino em que deu bano seria Lamine Yamal, futuro do futebol espanhol que receberia, de La Pulga, o bastão em uma tarde de domingo em Nova Jersey. Mas para contar essa história, temos de contar a história de 120 minutos de futebol. A Argentina não teve medo, em nenhum momento, de jogar o jogo.
Fez falta quando era preciso, deu chutão quando pressionada, e levou o jogo com tranquilidade. A mesma tranquilidade que mostrava a Espanha com a posse de bola. Mas foi um domínio quase culposo dos espanhóis, que chutaram pouco. A primeira parte acabou com raríssimas chances de gols, a melhor delas de Lamine Yamal, logo no início. O ponta apareceu na área pela direita, conseguiu a finalização e o desvio quase tirou Dibu da jogada, mas o goleiro defendeu com a perna.
Não fosse um arremate de Oyarzabal mais tarde, que Dibu trabalhou bem novamente, La Roja passaria o primeiro tempo inteiro com a bola, sem ameaçar. Do outro lado, o tão esperado erro esperado pelos argentinos não veio. O panorama seguiu o mesmo no segundo tempo, só que com mais erros da Albiceleste, cada vez mais acuada. Para balançar as redes, a impressão que dava é que faltava para a Espanha “apenas”… Chutar para o gol.
Quando La Roja resolveu chutar, encontrou um Dibu Martínez muito mais indeciso e impreciso do que o costume. A forma como a Argentina jogava, ou não jogava, o jogo e todo o cenário pareciam conspirar para um título espanhol. A Argentina ficou ainda mais nas cordas quando Enzo entrou forte em dividida, levou o segundo amarelo e acabou expulso de campo. Só que a prorrogação já se aproximava, e Dibu confirmou mais 30 minutos após bela defesa em cobrança de falta de Yamal.
Dibu foi voltando a ser o herói que a Argentina conhece e, logo no início da prorrogação, fez uma defesaça em leve desvio de Nico em cruzamento de Pedri. Era jogo de gato e rato, mas os argentinos, como fizeram em toda a Copa, não desistiram. Contaram, também, com mais uma decisão, para dizer o mínimo, polêmica da arbitragem por uma falta de Merino em Otamendi em lance que terminou com Nico mandando a bola para a rede. “Mãos para cima, isso é um assalto”, gritaram os espanhóis nas arquibancadas logo na nossa frente, depois de chamar Infantinno de argentino. Só que era difícil tirar o título da Espanha.
Bastava ela se ajudar um pouco… O lance histórico, que vai ser lembrado por toda a eternidade, como o gol de Iniesta há 26 anos, era apenas questão de tempo. E surgiu através de um escanteio de Pedro Porro: Nico ajeitou para trás e o herói improvável, Ferrán Torres, apareceu para completar de canhota na área: 1 a 0. Análise dos jogadores: notas e avaliação 8,8 Emiliano Martínez (Argentina): Começou o jogo muito indeciso, falhou em alguns lances, mas foi crescendo ao longo da partida.
Não foi suficiente 7 Lionel Messi (Argentina): Se poupou para decidir quando tivesse a chance, mas ela não veio. Último ato de Messi em Copas termina sem título, mas não apaga a história de conto de fadas escrita 8 Rodri (Espanha): Deu o controle no meio que a Espanha procurou. Faltou gente para decidir na frente, até aparecer o herói do jogo 7 Ferran Torres (Espanha): Podem contestar o que for, está no livro da história como o autor do gol do título mundial da Espanha Os lances do jogo minuto a minuto A ESPANHA ESTÁ ESCALADA! Unai Simón, Pedro Porro, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte, Marc Cucurella, Rodri , Dani Olmo, Fabián Ruiz, Lamine Yamal, Mikel Oyarzabal, Álex Baena A ARGENTINA ESTÁ ESCALADA! Emiliano Martínez, Gonzalo Montiel, Lisandro Martínez, Cristián Romero, Nicolás Tagliafico, Alexis Mac Allister, Rodrigo De Paul, Enzo Fernández, Lionel Messi, Julián Alvarez, Nicolás González 1′:
BOLA ROLANDO NO METLIFE STADIUM! Começa a GRANDE FINAL da Copa do Mundo de 2026. Argentina e Espanha, Espanha e Argentina. Tá valendo título! 5′: OLHA A ESPANHA! Yamal recebe na ponta direita e tenta passe. Bola desvia na defesa e sobra com Olmo, que devolve no camisa 19, já dentro da área. De cara para Dibu, Yamal bate firme, mas para no goleiro 26′: Espanha deixou claro a sua estratégia no começo: ter a bola. E, para isso, era necessário pressionar a Argentina logo após a perda da posse.
Nos primeiros minutos, a Fúria mandou no jogo, recuperando a bola rápido, trocando passes na defesa e chegando mais vezes ao ataque. Mas os argentinos logo entenderam que era necessário replicar a estratégia e assim fizeram. Sob ordens de Scaloni, os jogadores passaram a pressionar mais a saída dos europeus, dando dificuldades, principalmente, para Unai Simón. Argentina aposta bastante em lançamentos longos de Lisandro, buscando as escapadas de Nico González nas costas de Pedro Porro. Espanha prefere o meio, com passes curtos e tabelas no terço final. Yamal, bastante acionado, tem dado dores de cabeça para Tagliafico. 43′:
PASSOU PERTO! Cucurella vê espaço na entrada, ajeita e bate rasteiro e cruzado, de perna canhota, mas manda rente ao poste de Dibu Martínez 45 +5′: Primeira etapa de muito estudo em Nova Jérsei. Espanha manteve a estratégia do início ao fim, mas Argentina impôs dificuldades, explorando, principalmente, as beiradas do campo, com a dobradinha entre Molina e De Paul na direita e Tagliafico e Nico González pela esquerda, mas sem levar grandes perigos, é verdade. Em contraponto, Fúria segue apostando na troca de passes pelo meio e na envolvência, o que até dá certo, tanto que Oyarzabal teve sua chance.
Quando não há espaço, chutes de fora também são uma opção, vide a tentativa de Cucurella. Confronto interssante até aqui. 66′: PELO ALTO! Porro pega a sobra e devolve em Yamal, que apssa entre dois, evita saída no fundo e levanta para Ferran testar firme ao chão, mas Dibu faz nova boa defesa 68′: Espanha voltou melhor ao segundo tempo, empurrando a Argentina para trás, trabalhando a bola com muita paciência, sem arriscar em lançamentos e cruzamentos, e se aproximando cada vez mais do gol adversário.
Dibu, praticamente não acionado na primeira etapa, já teve de trabalhar. Em resposta, Argentina enseba o jogo, gasta o tempo e mata as jogadas com faltas, no típico estilo argentino de jogar. Yamal é muito acionado pela esquerda, mas não tem tido sucesso nos escanteios, que são uma boa arma aos europeus. Aos poucos, Scaloni vai rodando suas peças para oxigenar os jogadores, enquanto Luis de La Fuente tenta mudar as caracteríscias:
Oyarzabal, mais criador, deu espaço a Ferran, que joga na infiltração, e Pedri traz mais mobilidade e drible no meio que Fabián 81′: DIBU DE NOVO! Williams cobra escanteio curto, tabela com Porro, recebe no fundo e cruza. Laporte sobe alto na segunda trave e testa no alto, mas Dibu faz grande defesa e encaixa a bola. 90 +4′: Cartão vermelho para Enzo Fernández (Argentina) Enzo Fernández recebe o seu 1º vermelho na competição (7 jogos):
90 +8′: DIBUUUUUUUUUUUU! Yamal solta de canhota, manda no canto de Dibu no alto e exige grande defesa do goleiro 91′: Com um jogador a menos, Argentina ficou nas cordas, e Espanha teve a deixa perfeita para vir com tudo ao ataque. Se os europeus já eram superiores e povoavam mais o ataque, nos cinco minutos que tiveram um a mais a ofensividade aumentou. Argentina só se postou dentro da área, enquanto os espanhóis rodavam a bola pacientemente buscando espaços.
Comandados de Scaloni terão de mostrar muita resiliência para segurar os adversários nesses 30 minutos que se aproximam, enquanto a Espanha pode, muito bem, arriscar mais em chutes de fora e cruzamentos, sem querer chegar na boca do gol para concluir 94′: SENSACIONAL DIBU! Pedri levanta na medida e Williams desvia de cabeça no meio da área, livre de marcação, mas Dibu Martínez cai e faz milagre 96′: GOL ANULADO Espanha: Pedro Porro cruza rasteiro na área, Pedri desvia e Merino gira para bater, mas para em Dibu.
Williams vem de trás, pega a sobra e bate rasteiro, para vencer o goleiro. Arbitragem pega falta de Merino em Otamendi 102′: TIROU TINTA! Williams recebe aberto na esquerda, corta para a direita e cruza na medida para Merino, que desvia e manda rente ao poste 106′: Que partida de futebol enroscada em Nova Jérsei. Argentina se segura lá atrás e, quando tem alguma brecha para contragolpear, joga a bola em Messi, que busca os lançamentos longos. Espanha chegou ao gol em mais uma das jogadas de cruzamento na área, que teriam dado certo, não fosse por Dibu Martínez. Espanha segue em cima, em ritmo alto e rodando a bola, mas levemente mais nervosa, e sul-americanos têm escapado mais… 106′:
GOL Espanha! Ferran Torres marca Ferran Torres marca o seu 1º gol na competição (8 jogos): Pedro Porro recebe na direita e levanta na segunda trave. Williams chega com dificuldade na marcação, mas consegue testar ao meio da área, e Ferrán Torres aparece para bater firme e mandar no alto. Placar finalmente inaugurado no Metlife Stadium. 113′:
GOL ANULADO Espanha: Dibu lança bola longa, zaga rebate, Enzo não corta e Yamal pega sobra, para lançar Ferran entre os zagueiros. Camisa 7 sai livre e só desloca Dibu na cara do gol, mas arbitragem pega impedimento do autor do tento 120′: MESSI DE NOVO! Messi cobra curto com Medina, recebe de volta e liga Simeone no fundo.
Camisa 17 cruza rasteiro na área e bola chega na pequena, mas Senesi não chega para completar e zaga tira para escanteio 120 +1′: PERDEEEEEEEEEEU! Messi cobra na primeira trave, Medina desvia ao meio da área e Simeone aparece sozinho para bater firme, mas manda por cima do travessão 120 +5′: A ESPANHA É CAMPEÃ DO MUNDO! Fim de jogo no Metlife Stadium.
Com gol solitário de Ferran Torres, espanhóis batem os argentinos e se sagram bicampeões da Copa do Mundo! Melhor em campo: Ferran Torres (ESP) foi considerado o melhor jogador em campo. 120 +5′: Venceu aquela seleção que jogou um melhor futebol. Espanha já era superior no 11 contra 11, conseguindo ficar com a posse de bola, empurrar a Argentina para trás e criar suas chances. Com um a mais, no fim do tempo regulamentar e na prorrogação, não deu outra.
Comandados de Luis de La Fuente seguiram apostando nas trocas de passes e nos levantamentos na área e foram felizes no fim das contas. Argentina tentou um abafa final na prorrogação, se lançando com o que tinha ao ataque e jogando muitas bolas na área, mas a zaga espanhola mostrou porque é a melhor da Copa. Fim de jogo, a Espanha é bicampeã do mundo! 120 +6′: Cartão vermelho para Leandro Paredes (Argentina) Leandro Paredes recebe o seu 1º vermelho na competição (8 jogos):
O Gol





