Justiça arquiva inquérito contra vereador de Santa Rita investigado por tráfico de drogas

A Justiça da Paraíba homologou o pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e determinou o arquivamento do inquérito policial que investigava o vereador de Santa Rita João Alves (PSDB) por suposto envolvimento com o tráfico de drogas. A decisão foi proferida nessa segunda-feira (13) e encerra a investigação sem o indiciamento do parlamentar.
O inquérito teve origem em denúncias anônimas que apontavam a suposta atuação de uma organização criminosa na comunidade de Bebelândia, em Santa Rita. Além de João Alves, o grupo investigado era suspeito, em tese, da prática de crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, posse ou porte ilegal de arma de fogo, ameaças e coação de testemunhas.
Durante a investigação, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão, realizou interrogatórios, diligências e analisou o conteúdo do celular apreendido com o vereador. Ao final dos trabalhos, a autoridade policial concluiu que as medidas adotadas não produziram provas que confirmassem as suspeitas iniciais e opinou pelo arquivamento do caso.
O Ministério Público acompanhou esse entendimento e manifestou-se pelo encerramento da investigação. A Justiça acolheu o pedido e homologou o arquivamento do inquérito.
Na decisão, o Judiciário ressalta que o procedimento poderá ser reaberto caso surjam novas provas relacionadas aos fatos investigados. Também foi determinada a devolução do telefone celular apreendido com o parlamentar, uma vez que a perícia foi concluída sem identificar elementos relevantes para a investigação.
Operação Bebelândia II
João Alves foi alvo da Operação Bebelândia II, deflagrada pela Polícia Civil em 8 de abril deste ano. Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência do vereador, em escritórios de advocacia ligados a ele e em seu gabinete na Câmara Municipal de Santa Rita, mediante autorização da 2ª Vara das Garantias da Capital.
À época, o parlamentar afirmou, por meio de nota, que as acusações eram “inverídicas e sem fundamento” e destacou que nenhum material ilícito foi encontrado durante as diligências.
A Câmara Municipal de Santa Rita também informou, na ocasião, que a operação não tinha relação com o exercício do mandato parlamentar e colocou a Casa à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
Após a decisão judicial, a defesa de João Alves afirmou que o arquivamento confirma a inexistência de provas capazes de vincular o vereador às acusações que motivaram a investigação.
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