Integrante de Facção detalha esquema de fraudes que levou afastamento do prefeito de Cabedelo

Uma integrante de facção criminosa detalhou à Justiça um suposto esquema de fraudes em contratos da Prefeitura de Cabedelo, investigado pela Polícia Federal e que resultou no afastamento do prefeito Edvaldo Neto.
Identificada como Ariadna Thalia, ela foi presa em dezembro de 2025 e apontada como chefe do núcleo de lavagem de dinheiro de um grupo ligado ao Comando Vermelho no estado. Em depoimento, afirmou ter participado diretamente do esquema de contratação de empresas terceirizadas e disse que também foi beneficiada com emprego dentro desse sistema.
Segundo a investigação, o esquema envolvia fraudes em licitações para favorecer empresas específicas, como a Lemon, que seriam usadas para contratar pessoas indicadas pela facção e desviar recursos públicos. Parte do dinheiro retornaria ao grupo criminoso e a agentes públicos por meio de propina e de uma “folha de pagamento paralela”.
Ariadna relatou que integrantes da facção indicavam nomes para contratação, que eram repassados a intermediários e, em seguida, viabilizados dentro da gestão municipal. Ela também afirmou que, após operações policiais, os pagamentos passaram a ser feitos em dinheiro vivo ou por meios alternativos para dificultar o rastreamento.
A decisão judicial que autorizou a operação cita que o depoimento dela foi fundamental para o avanço das investigações, que apuram o desvio de cerca de R$ 270 milhões.
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