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Flávio diz ter pedido a Trump que poupasse empresas brasileiras

Senador afirma que solicitou ao presidente dos Estados Unidos a retirada de tarifas sobre o setor produtivo nacional e defende cooperação internacional contra facções criminosas

“É um pedido que eu fiz expresso a eles, porque eu disse o seguinte: a partir de 2027, vocês vão ter um governo que vai sentar aqui com vocês e vai negociar de igual para igual”, comentou Flávio – (crédito: Reprodução/Instagram/@flaviobolsonaro)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado por aliados como um dos nomes do partido para a disputa presidencial de 2026, afirmou nesta terça-feira (2/6) ter pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não imponha tarifas às empresas brasileiras.

A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Itatiaia, na qual o parlamentar também abordou temas como relações bilaterais, segurança pública, privatizações e o cenário político para as próximas eleições.

Segundo Flávio, o pedido foi feito durante encontros realizados na semana passada na Casa Branca com Trump, o vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio.
De acordo com o senador, a interlocução teve como foco a defesa dos interesses econômicos brasileiros e a construção de um canal de diálogo para uma eventual gestão “quando sentasse na cadeira do Palácio” do Planalto a partir de 2027.
Na entrevista, ele afirmou que transmitiu aos representantes do governo norte-americano a importância estratégica de setores da economia brasileira, como o agronegócio, a tecnologia, a produção de etanol e o sistema de pagamentos instantâneos Pix.
Flávio sustentou que o Brasil deve fortalecer esses segmentos, e argumentou que a aplicação de tarifas comerciais prejudicaria empresas nacionais.
“É um pedido que eu fiz expresso a eles, porque eu disse o seguinte: a partir de 2027, vocês vão ter um governo que vai sentar aqui com vocês e vai negociar de igual para igual, porque o nosso agro alimenta o mundo”, afirmou.

Flávio nega ameaça ao Pix

O senador também rebateu alegações de que os Estados Unidos teriam interesse em enfraquecer ou extinguir o Pix. Para ele, a narrativa de que o sistema estaria sob ameaça externa seria uma estratégia política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Flávio afirmou que não identificou qualquer movimento do governo norte-americano nesse sentido durante as reuniões que manteve em Washington.
Ao comentar a relação entre os dois países, o parlamentar avaliou que integrantes da administração Trump demonstram reservas em relação ao governo brasileiro. Na visão dele, essa percepção influencia decisões políticas e econômicas adotadas pelos Estados Unidos em relação ao Brasil.
Outro tema abordado foi o combate ao crime organizado. Flávio declarou apoiar a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelo governo norte-americano.
Segundo ele, a medida ampliaria mecanismos de cooperação internacional para enfrentar as facções que atuam dentro e fora do território brasileiro.
O senador defendeu ainda o envolvimento de outros países no enfrentamento ao crime organizado transnacional. Em sua avaliação, além dos Estados Unidos, nações da América Latina e parceiros internacionais poderiam contribuir para ações conjuntas de inteligência e repressão às organizações criminosas.
“Precisamos de ajuda, não só dos EUA, mas de outros países da América Latina e até de Israel”, frisou.
Na área econômica, Flávio voltou a defender a privatização dos Correios. O parlamentar citou os resultados financeiros recentes da estatal para argumentar que a transferência da empresa para a iniciativa privada deveria voltar ao centro do debate político.
Em relação às articulações eleitorais em Minas Gerais, o parlamentar afirmou que o PL ainda não definiu qual será seu principal aliado no estado para a disputa de 2026. Apesar disso, indicou preferência por uma composição com o senador Cleitinho (Republicanos-MG), que aparece em posição de destaque em levantamentos recentes sobre a sucessão mineira.
Correio Braziliense 

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