Empresário suspeito de estuprar candidata a emprego e ex-funcionária é posto em liberdade

Já está em liberdade o empresário preso quarta-feira, 3, suspeito de estuprar uma jovem de 21 anos que havia se candidatado a uma vaga de emprego na loja dele em Pedras de Fogo. Ele passou por audiência de custódia um dia depois da prisão e foi liberado mediante o uso de tornozeleira eletrônica. Vai responder pela acusação em liberdade. O crime aconteceu no interior do estabelecimento do suspeito, na manhã de quarta-feira, depois que a moça recebeu uma mensagem do acusado convidando-a para uma entrevista de emprego. Quando a candidata chegou, havia uma funcionária no estabelecimento, mas quando o dono da loja chegou, ela saiu. O homem, então, fechou a porta e começou a beijar a vítima à força. Depois, empurrou-a para o banheiro, onde o estupro foi cometido.
“Ele fez tudo que ele quis e eu disse o tempo todo que não queria. Depois que acabou tudo, ele ainda me perguntou porque eu estava assustada e ainda me mandou ir trabalhar na segunda-feira. Ele agiu tranquilo e normalmente como estivesse fazendo um ato com a mulher dele. Eu fiquei em choque, não tive reação. Teve gente que perguntou porque eu não gritei e não pedi socorro. Mas, eu não tive reação. Fiquei em choque! Eu paralisei. Nem respondi quando ele disse que eu deveria ir trabalhar na segunda. Eu só queria sair dali. Quando saí, eu comecei a chorar e num grupo de amigos eu pedi socorro. Fiquei com medo dele fazer alguma coisa comigo. Quando cheguei em casa, contei para minha irmã e decidimos tomar as providências”, contou a moça, que registrou queixa contra o agressor e passou pelos exames de praxe.

Depois que o caso foi noticiado, uma outra vítima procurou a polícia. Ela foi funcionária do mesmo empresário e disse que foi atacada por ele oito anos atrás também em Pedras de Fogo. O crime se deu durante uma carona no trajeto para a casa da mulher. “Ele veio para cima de mim querendo me pegar à força e eu disse para ele parar e que eu ia contar para a esposa dele. Aí, ele parou. Eu era muito nova e não entendi que aquilo tinha sido um abuso. Eu contei para uma pessoa da minha confiança e ninguém acreditou em mim. Muitos anos depois, eu procurei tratamento com psicólogo e psiquiatra e passei por várias sessões para entender tudo que eu passei. Eu queria dar parabéns para essa moça que teve a coragem de denunciar ele e, através ela, eu me senti aliviada”.
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