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Defesa de Bolsonaro critica delação de Cid e nega vínculo com 8/1

Julgamento no STF chega ao segundo dia, com as sustentações orais dos advogados de defesa de Jair Bolsonaro e três generais

HUGO BARRETO/METRÓPOLES @hugobarretophoto

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usou a tribuna da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), na manhã desta quarta-feira (3/9), durante o julgamento sobre a suposta trama golpista, para criticar a delação do tenente-coronel Mauro Cid à Polícia Federal (PF). Os advogados reafirmaram que Bolsonaro não atuou contra o Estado Democrático de Direito e negaram qualquer vínculo dele com a chamada “minuta do golpe”.

Negaram ainda qualquer responsabilidade de Bolsonaro sobre os atos antidemocráticos de 8 de Janeiro de 2023. Além disso, os advogados destacaram que “um assunto encerrado gerar uma pena de 30 anos não é razoável”.

Acompanhe o julgamento ao vivo:

Durante a sustentação oral perante os ministros da Primeira Turma, os representantes de Bolsonaro afirmaram que o ex-mandatário foi “dragado aos atos de 8 de Janeiro de 2023″.

“Porque na verdade foi achada uma minuta do plano Punhal Verde e Amarelo, uma minuta planíbia de uma operação bonita e, como todos nós sabemos, ocorreu o trágico episódio de 8 de janeiro. E o presidente, a quem estou representando, foi dragado para esses fatos”, pontuou o advogado Celso Vilarda.

Os representantes defenderam que o ex-presidente nunca atentou contra o estado democrático de direito e que “não há uma única prova” disso.

“Esse papel, essa minuta, essa questão, esse depoimento, não há uma única prova que atrele o presidente a Punhal Verde Amarelo, a Operação Luneta e ao 8 de Janeiro”, disse o jurista. “Aliás, nem o delator , nem ele chegou a dizer (que houve) participação em Punhal, em Luneta, em Copa, em 8 de Janeiro. Nem o delator, não há uma única prova”, completou o advogado.

Acerca da delação premiada do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, os juristas foram firmes ao pontuar que não há provas na fala de Cid que incriminem o ex-mandatário como integrante da suposta trama golpista.

Celso Vilardi disse, ainda, que a delação de Mauro Cid à Polícia Federal (PF) é uma “sucessão inacreditável de fatos” e que não existe “uma única prova que atrele o presidente ao Punhal Verde e Amarelo”.

“Nem o delator, que sustento ter mentido, chegou a dizer participação no Punhal, Luneta, Copa 2022 e 8 de Janeiro”, sustentou o advogado.

Por fim, foi destacado que a defesa não teve tempo hábil para analisar as provas nos autos da Ação Penal 2.668, no qual uma possível pena de 30 anos para Bolsonaro não é razoável.

“Um assunto encerrado gerar uma pena de 30 anos não é razoável. O que está acontecendo é trazer algo que se traz para crimes contra a vida, de assassinato de pessoas, do 8 de Janeiro, esses são os fatos que dão o contorno de uma acusação tão grave, e sobre eles não há prova”, destacou a defesa de Bolsonaro.

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