Conselheiro de Trump chama brasileiras de “raça maldita” em entrevista na Itália

O enviado especial para assuntos globais do governo Trump, Paolo Zampolli, gerou polêmica após declarações ofensivas contra mulheres brasileiras durante entrevista à rede italiana RAI. Ao comentar sobre sua ex-esposa, a modelo Amanda Ungaro, Zampolli afirmou que “as brasileiras são programadas para arrumar confusão”, chegando a chamá-las de “raça maldita”, e de palavras de baixo calão.
Zampolli foi casado por quase 20 anos com Amanda Ungaro, com quem tem um filho de 15 anos. O relacionamento terminou em meio a acusações de violência doméstica e abuso sexual feitas pela brasileira, que afirma ter sofrido agressões durante o casamento. A guarda do filho ainda é disputada na Justiça americana.
Durante a entrevista, o conselheiro retomou ataques à ex-mulher e generalizou críticas às brasileiras, associando comportamentos a estereótipos culturais. Em determinado momento, ao ser questionado pelo repórter se suas afirmações teriam relação genética, Zampolli reforçou que elas seriam “programadas para causar confusão”.
O caso ganhou repercussão internacional não apenas pelo teor das declarações, mas também pelo histórico de Zampolli. Amigo de longa data de Donald Trump, ele é conhecido por ter apresentado a modelo Melania Knauss ao republicano no fim dos anos 1990. Em março de 2025, assumiu o cargo de enviado especial para assuntos globais.
Amanda Ungaro, por sua vez, foi deportada dos Estados Unidos em outubro de 2025 após acusações de fraude. Zampolli nega ter influenciado no processo, embora tenha informado autoridades de imigração sobre a situação da ex-esposa.
PB Agora




