Boicote de vereadores adia votação de remanejamento e põe em risco salários e serviços essenciais da Prefeitura de Santa Rita

A população de Santa Rita foi diretamente prejudicada nesta sexta-feira (25) por uma ação orquestrada de vereadores que impediram a votação de um projeto essencial para o funcionamento da Prefeitura. Mesmo com quórum suficiente — 15 dos 19 vereadores presentes —, a sessão extraordinária foi travada por manobras regimentais e terminou sem deliberação. Para completar o cenário de sabotagem, uma misteriosa queda de energia interrompeu os trabalhos no plenário.
O projeto em pauta, de autoria do prefeito Jackson Alvino (PP), pedia autorização da Câmara para remanejar parte do orçamento aprovado em 2024, ainda na gestão do ex-prefeito Emerson Panta. Sem essa autorização, a Prefeitura fica sem margem legal para pagar salários, fornecedores, manter contratos e continuar prestando serviços básicos no segundo semestre.
A sessão foi inicialmente boicotada pelo presidente da Câmara, Epitácio Viturino, que, mesmo tendo convocado a reunião, se recusou a abri-la, irritado com questões internas. A condução dos trabalhos acabou assumida pela vereadora Cleidinha de Digão, que presidiu a sessão de forma interina.
O impasse se agravou quando o vereador Alysson Gomes, relator da Comissão de Constituição e Justiça, apresentou parecer favorável ao projeto, incluindo uma emenda que reduzia de 50% para 10% o percentual de remanejamento. O vereador Anésio Miranda, aliado do governo, questionou a inclusão da emenda no parecer e exigiu um novo trâmite. A presidente da sessão acatou o pedido, determinando a reformulação do parecer, o que na prática adiou indefinidamente a votação.
Nos bastidores, havia maioria garantida para aprovar o projeto ainda na sexta-feira, mas a articulação política de alguns parlamentares — somada à ausência intencional de Epitácio e aliados — impediu o avanço da matéria. A população, que nada tem a ver com disputas internas ou vaidades políticas, agora paga a conta.
A interrupção repentina da energia elétrica durante os debates reforçou as suspeitas de sabotagem. Mesmo com o quórum mantido, a sessão foi paralisada e não retornou, frustrando a expectativa da gestão municipal e de toda a cidade.
A falta de compromisso de parte dos vereadores, que usaram brechas regimentais para impedir a aprovação de uma medida urgente, escancara o uso da Câmara como instrumento de pressão política, colocando interesses pessoais acima das necessidades do povo. Enquanto isso, a Prefeitura segue de mãos atadas, e Santa Rita corre o risco de paralisar serviços públicos nos próximos dias.
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