Política

Advogado de Zambelli aciona MP da Espanha contra Lulinha


Fabio Pagnozzi e Fábio Luís Lula da Silva Fotos: reprodução e Alex Silva/Estadão

O jornalista Oswaldo Eustáquio e Fábio Pagnozzi, advogado da ex-deputada Carla Zambelli, protocolaram nesta quarta-feira (26) uma denúncia no Ministério Público da Espanha contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT). O alvo principal é a empresa Synapta SL, sediada em Madri.

A petição requer uma investigação profunda para apurar se a companhia funciona como uma empresa de fachada para ocultar ou gerenciar recursos ligados a fatos investigados no Brasil. O documento pede análise das movimentações financeiras, da estrutura econômica e da real finalidade do negócio.

O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). As apurações brasileiras envolvem suspeitas de tráfico de influência e corrupção em autorizações sobre cannabis medicinal, além de possíveis irregularidades em contratos envolvendo a Dataprev e a empresa de tecnologia 3Structure It.

A Synapta tem Lulinha como o único sócio desde a sua criação. O capital social inicial registrado foi de 3 mil euros (cerca de R$ 18.000 na cotação atual). Formalmente, o registro de atividades aponta foco em consultoria de tecnologia e sistemas, operando sob o modelo europeu de “sociedad limitada unipessoal” espanhola.

Outro ponto questionado pelos denunciantes é se a abertura do negócio serviu apenas para facilitar a permissão de moradia do brasileiro, que se mudou para a Espanha na metade do ano de 2025. O documento europeu, contudo, não atribui formalmente nenhum tipo de crime diretamente a ele.

A denúncia contra Lulinha foi apresentada pelo advogado Daniel Lucas Romero. Ele representou Oswaldo Eustáquio no processo de extradição negado pela Justiça espanhola. Os defensores da ex-deputada Carla Zambelli deram suporte na produção da petição.

No dia 7 de abril de 2026, a empresa mudou o seu endereço para um edifício situado no centro financeiro de Madri. No mesmo dia dessa alteração de sede, foram destituídos os poderes de representação legal que haviam sido concedidos a cinco advogados e a uma banca espanhola.

PBAGORA

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