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Vereador reforça cobrança por punição à Setai após queda de elevador em João Pessoa: “Isso não pode ficar impune”

Foto: Reprodução/Instagram !mikikaleitão

O vereador de João Pessoa, Mikika Leitão, anunciou que fará um pronunciamento na próxima terça-feira (19) na Câmara Municipal contra a construtora Setai, após o acidente ocorrido no edifício Reserve Altiplano. No episódio, uma mulher e duas crianças despencaram dentro de um elevador do terceiro andar até o térreo. A mãe ficou paraplégica em decorrência da queda.

Desde o acidente, ocorrido no último dias 13, a construtora e condomínio têm trocado acusações sobre a responsabilidade do fato. A Justiça já havia determinado a interdição dos elevadores do prédio em razão dos riscos identificados.

Em declaração, Mikika Leitão criticou duramente a empresa e defendeu maior rigor na fiscalização.

O vereador reforçou que seguirá cobrando providências e que o caso não pode ser tratado com impunidade, destacando a necessidade de garantir segurança e responsabilidade nas obras entregues à população.

“Lamentável essas construtoras irresponsáveis e inclusive eu vou dizer aqui o nome da construtora que é a Setai. Porque tem que preservar a vida das pessoas. Duas crianças e uma mãe, são três pessoas que caíram do terceiro andar até o térreo, dentro do elevador que a responsabilidade total é da construtora. E isso não pode ficar impune. Tem que haver uma fiscalização rigorosa. Não podemos fechar os olhos para os poderosos e para os grandes construtores. Nós temos que ser igual para todos, o mundo é de todos. Minha solidariedade a essa família, isso é um absurdo, um absurdo. Minha solidariedade e terça-feira eu vou falar”, afirmou.

O condomínio já processava a construtora (GGP/Setai) devido a falhas recorrentes nos elevadores desde a entrega do prédio em 2023. Um laudo de 2026 apontou irregularidades graves, como falhas elétricas, falta de dispositivos de segurança e necessidade de troca do elevador.

No processo movido pelo condomínio, houve a denúncia de “vícios estruturais nos elevadores” mesmo após a entrega do empreendimento, ocorrida em setembro de 2023. Entre os problemas relatados estão incêndio no fosso do elevador do Bloco B, queda abrupta de um elevador no Bloco D, travamentos, interrupções constantes e falhas em sistemas de segurança.

Trecho da decisão destaca que os documentos apresentados pelo condomínio demonstravam falhas recorrentes e potencial risco de acidentes graves ou fatais.

O processo teve uma decisão favorável para o condomínio em janeiro de 2025, determinando a substituição integral dos elevadores, no entanto, a construtora recorreu judicialmente e o processo ainda tramita na Justiça da Paraíba.

PB Agora

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