Economia

Copom: taxa continua em 15% após primeira reunião de 2026

Índice de juros básico da economia foi divulgado pelo Banco Central nesta quarta-feira (28); número é o mesmo do último encontro em 2025


Marcello Casal Jr/Agência Brasil – O
 Copom justificou a alta dos juros com base na resiliência da atividade econômica

Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil se reuniu para discutir a nova taxa Selic, índice de juros básico da economia, nesta quarta-feira (28). Os especialistas mantiveram o índice em 15%, como terminou o ano de 2025.

Foi a primeira reunião do Copom de 2026. Economistas já previam a manutenção da taxa. De acordo com especialistas do Banco Daycoval, o plano do BC é deixar as “portas abertas” para o início de cortes de juros mais à frente, provavelmente na próxima reunião. A ideia faz parte de uma política monetária significativamente contracionista.

Com viés de postergação, o ciclo de cortes deve iniciar apenas em março. A desancoragem das expectativas e o desafio de convergência da inflação— especialmente nos itens menos voláteis— reforçam a necessidade de manutenção da estratégia adotada pelo BCB.

“O Comitê avalia que a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”.

Além disso, o comitê enfatizou que “seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que, como usual, não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, diz trecho da análise.

Ainda segundo o Daycoval, os dados recentes trouxeram sinais que não alteraram a leitura de desaceleração em curso. A variação anual da inflação em 2025 foi de 4,26%, que está dentro do intervalo de tolerância do regime de metas. Houve também avanços importantes na redução das expectativas de inflação que ainda permanecem desancoradas.

Copom

Segundo o Copom, o ambiente externo ainda se mantém incerto devido a política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais. O cenário faz com que seja exigido cautela por parte dos países emergentes, que tem ambiente marcado por tensão geopolítica.

O Comitê afirma que em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores segue apresentando trajetória de moderação no crescimento da atividade econômica, enquanto o mercado de trabalho ainda mostra sinais de resiliência.

O Copom também ressalta que segue acompanhando os impactos do contexto geopolítico na inflação brasileira, e como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza.

IG

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