“Estou fumando muito mais na quarentena.” Esse foi o tipo de resposta que obtive ao perguntar a algumas pessoas do meu círculo social mais próximo se o hábito delas de fumar havia mudado nesse período. Com a pandemia do novo coronavírus, quem pode ficar em casa se vê mais livre e com acesso mais fácil a uma tragada ao mesmo tempo que a situação pode gerar gatilhos psicoemocionais que despertam o desejo pelo cigarro.

O estudante Vinícius Buono, de 25 anos, afirma que tem permanecido em casa desde o início da quarentena no Estado de São Paulo, em março, e sai apenas para atividades essenciais. No caso dele, comprar cigarro é uma delas. Ele não faz muita conta de quantos fuma por dia, mas estima que acaba com um maço em 24 horas, ou seja, 20 unidades. Às vezes, passa disso.

“Acho que com isso de ficar só em casa, às vezes você se vê sem nada para fazer e pensa ‘ah, vou fumar’ e isso acontece com frequência”, diz o jovem, que fuma desde os 17 anos. “Eu já fumava bastante antes, agora está ainda pior.”

Istoé 

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