O dólar perdeu 5% de seu valor desde meados de março, incluindo a maior queda desde dezembro de 2019 – em maio de 2020, com os especialistas prevendo uma maior valorização das outras moedas.

O domínio do dólar deverá ir se desvanecendo ao longo do próximo ano devido ao enfraquecimento da demanda global e às más perspectivas econômicas dos EUA ante os efeitos da pandemia provocada pelo novo coronavírus, de acordo com a agência Reuters.

Depois que o dólar atingiu seu maior valor ante outras moedas nos últimos três anos em 19 de março, segundo o portal Investing, o dólar caiu mais de 5% devido à injeção de liquidez na economia norte-americana, incluindo 1% em maio, o pior desempenho mensal desde dezembro de 2019.

Além disso, durante maio os especuladores de moedas subiram seus negócios contra o dólar ao seu nível mais alto em dois anos, com um máximo na última semana.

“O dólar está tão supervalorizado, e tem sido supervalorizado por muito tempo, que agora é hora de ele voltar para baixo novamente, à medida que caminhamos para as eleições [dos EUA]”, acrescentou Gavin Friend, o estrategista sênior de FOREX do NAB Group em Londres.

Embora 80% dos analistas, 53 dos 66, tenham referido que o valor do dólar vá se manter estável nos próximos seis meses, 63 de 68 analistas consideram que um segundo choque da pandemia empurraria seu valor para cima, ao contrário dos outros cinco.

O dólar sobe em dois casos: quando você vê o risco afastado ou quando há uma situação em que os EUA estão liderando a recuperação global, e não achamos que este será o caso tão cedo”, disse Friend.

“Os EUA estão agindo de forma manhosa com o vírus, cronologicamente eles estão atrás do resto do mundo.”

Desempenho de outras moedas

Segundo pouco mais de metade de 49 entrevistados, as moedas dos outros países desenvolvidos terão melhor desempenho contra o dólar, com os outros prevendo que sejam as dos países emergentes e exportadores de matéria-prima.

O euro subiu 1,8% no segundo trimestre de 2020, invertendo uma perda de nível semelhante relativa ao dólar no primeiro trimestre, incluindo uma subida de 1,2% durante junho.

“Em comparação com um ou dois meses atrás, as perspectivas na Europa melhoraram significativamente”, afirma Lee Hardman, estrategista de moedas da Mitsubishi.

“Acho que isso faz o euro parecer relativamente mais atraente e barato em relação ao dólar. Não estamos argumentando fortemente para que o euro suba mais, estamos apenas dizendo que, após a fraqueza que vimos nos últimos anos, existe potencial para que essa fraqueza comece a se reverter.”

Sputnik 

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