Neste domingo (5), o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, disse que não tem medo de usar sua caneta contra membros do próprio governo.

A declaração foi feita em frente ao Palácio da Alvorada a apoiadores. O presidente disse que “algumas pessoas” de seu governo “falam pelos cotovelos” e viraram “estrelas” de repente. Sem citar nomes, Bolsonaro ameaçou usar sua caneta contra essas pessoas, apontando ainda que “vai chegar a hora deles”.

“Algumas pessoas no meu governo, algo subiu à cabeça deles, estão se achando […]. Eram pessoas normais, mas de repente viraram estrelas e falam pelos cotovelos, tem provocações, mas a hora deles não chegou ainda, vai chegar a hora deles”, disse o presidente.

​Bolsonaro tem discordâncias abertas com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, devido à defesa do ministro, com idas e vindas, da quarentena imposta por governadores. A disputa interna tem gerado ruídos e circula dentro do governo a possibilidade de demissão do ministro.

Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, em conferência junto com seu ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, passa álcool-gel na mão e usa máscara
© REUTERS / ADRIANO MACHADO
Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, em conferência junto com seu ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, passa álcool-gel na mão e usa máscara

O presidente ainda acrescentou na fala deste domingo que “sua caneta funciona”.

“Porque a minha caneta funciona. Não tenho medo de usar a caneta, nem pavor, e ela vai ser usada para o bem do Brasil. Não é para o meu bem. Nada pessoal meu”, disse, conforme publicou o jornal O Globo.

Desde o início da pandemia a popularidade do presidente brasileiro caiu, enquanto a popularidade dos governadores aumentou, segundo pesquisas. Os mesmos dados também apontam aumento na aprovação dos governadores e apoio da população à quarentena. Apesar desse quadro a renúncia de Bolsonaro é rejeitada pela maioria dos brasileiros.

Neste domingo o Ministério da Saúde atualizou o número de casos do novo coronavírus no Brasil, apontando que há agora 11.130 casos e 486 mortes causadas pela COVID-19 no país.

Sputnik 

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