O presidente peruano Pedro Castillo (à esq.) com seu primeiro-ministro Anibal Torres em 8 de fevereiro de 2022.
 AP – Martin Mejia

O primeiro-ministro do Peru, Aníbal Torres, apresentou sua renúncia ao presidente peruano, Pedro Castillo, o que provocará uma reorganização no gabinete em um momento em que o chefe de Estado é investigado por casos de corrupção, informou o governo nesta quarta-feira (3).

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“Por motivos pessoais coloco à sua disposição o cargo de presidente do Conselho de Ministros”, indicou Torres em uma carta enviada ao presidente peruano.

“Aproveito esta oportunidade para agradecer pela confiança depositada em mim, primeiro como ministro da Justiça e depois como premiê”, acrescentou Aníbal Torres em uma carta publicada no Twitter.

Torres, que assumiu o cargo em fevereiro, é o quarto chefe de gabinete a deixar o cargo em meio às polêmicas que envolvem Castillo.

Cinco investigações abertas contra o presidente

O Ministério Público peruano tem cinco investigações abertas sobre o atual presidente, entre elas por suposta corrupção e conluio agravado em um projeto de obras públicas, e ainda por plágio em sua tese universitária e por tráfico de influência em um contrato de aquisição de combustível do Estado.

É tradição no Peru que todos os ministros ponham seus cargos à disposição do presidente quando o primeiro-ministro renuncia, a quem cabe coordenar os membros do gabinete e administrar as relações do Executivo com os demais poderes do Estado.

Torres, de 79 anos, acompanhou Castillo desde seu tempo como candidato à presidência e foi nomeado ministro da Justiça no primeiro gabinete ministerial do governo, cargo que ocupou até fevereiro.

Castillo completou um ano no poder em 28 de julho e, além do cerco judicial, enfrentou duas tentativas de impeachment do Congresso e tem uma reprovação de 74% da opinião pública, segundo pesquisas.

(Com informações da AFP)

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