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A partir desta terça-feira (17) até sexta-feira (20), técnicos da Saúde Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde (SES) participam de uma qualificação dentro do sistema de informações da esquistossomose. Os profissionais que serão capacitados trabalham nas 1ª, 2ª, 3ª e 11ª Gerências Regionais, onde ficam os municípios endêmicos da doença, também conhecida como barriga d´água.

“O treinamento vai permitir manter um banco de dados atualizado com todas as informações a respeito da doença. Com isso, facilita a tomada de decisão rumo à erradicação da esquistossomose”, explicou o responsável pelo controle da esquistossomose da SES, o médico sanitarista Antonio Bernardo Filho.

A capacitação está sendo dada por técnicos do Ministério da Saúde. “Com o fortalecimento da capacidade técnica estadual, no monitoramento dos dados epidemiológicos da esquistossomose, será possível planejar melhor e implementar ações voltadas para o controle e eliminação da doença, enquanto problema de saúde pública”, reforçou a consultora técnica do MS, Ana Cláudia Medeiros.

Dados da doença na Paraíba – Dos 223 municípios paraibanos, 71 são prioritários para a esquistossomose (31,8 do total). Desses, 67 são endêmicos. Estes municípios abrangem 1.932.646 habitantes, do litoral, agreste e brejo, o que representa 51,3% do total da população paraibana. Os outros quatro municípios são do cariri e sertão, áreas focais da doença.

Os municípios onde a doença é mais frequente são: Alhandra, Caaporã, Conde, Lucena, Pitimbu e Santa Rita.

A esquistossomose – Doença causada pela infecção por vermes parasitas (caramujos), de água doce, de certos países tropicais e subtropicais.

Parasita que pode ser encontrado em áreas como África Subsaariana, Oriente Médio, Sudeste Asiático, Caribe e Brasil. A água doce é contaminada por animais infectados e fezes ou urina de humanos contaminados. O parasita penetra na pele humana e atinge a corrente sanguínea, migrando para o fígado, intestino e outros órgãos.

Os sintomas incluem irritação na pele, coceira, febre, calafrios, tosse, dores de cabeça, de barriga, nas articulações e musculares.

A infecção pode ser curada por meio de medicação administrada por um ou dois dias.

SecomPB

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