TCU (Tribunal de Contas da União) recebeu representação de deputado do PSBSérgio Lima/Poder360

O TCU (Tribunal de Contas da União) decidiu abrir investigação para apurar possíveis irregularidades na compra de alimentos pelas Forças Armadas. A representação, feita em 11 de fevereiro, é de autoria do deputado Elias Vaz (PSB-GO). Entre os itens comprados pelos militares estão cerveja, picanha e carvão vegetal, usado para churrasco.

Eis a íntegra do documento.

O processo vai catalisar outras 5 ações que tratam do tema que hoje tramitam no TCU e que envolvem questionamentos a respeito da compra de itens alimentícios pelo governo federal.

COMPRAS

De acordo com levantamento feito pelo gabinete do deputado Elias Vaz, agora reconhecido pelo TCU, dentre os pregões já homologados, considerando Exército e Marinha, foram adquiridas 80.016 latas e garrafas de cerveja, inclusive de marcas como Heineken, Stella Artois e Eisenbahn, além de Bohemia, Antarctica, Skol Beats e Puro Malte.

A latinha da Bohemia, por exemplo, saiu a R$ 4,33. De acordo com o deputado, a distância entre esse valor e o preço para o consumidor comum nas lojas e supermercados é grande. Ele pontua que, na pesquisa realizada pela sua equipe, o preço médio encontrado em supermercados foi de R$ 2,59 –diferença de 67%.

Já a garrafa de Bohemia de 600 ml foi orçada em R$ 7,29, e foi encontrada à venda a R$ 5,79 –diferença de 25,9%. Outro exemplo é a lata de Skol Puro Malte, com valor no processo de R$ 4, enquanto no varejo é vendida a R$ 2,49, indicando superfaturamento de 48,6%. O governo também está comprando Stella Artois de 550 ml por R$ 9,05, mais caro que os R$ 6,99 do supermercado. A diferença é de 29,4%.

Foram identificados processos para compra de 1.375.041 quilos de carvão vegetal para as Forças Armadas e 714,7 mil quilos de picanha para os Comandos do Exército, da Marinha, da Aeronáutica, para a Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel) e para o Departamento de Administração Interna do Ministério da Defesa.

O preço do quilo da picanha foi de R$ 84,14 num processo para compra de 13.670 quilos no Pregão Eletrônico n° 37/2019, concluído em 29 de janeiro de 2020 e conduzido pela Diretoria de Abastecimento da Marinha.

O Ministério da Defesa foi procurado, mas não se manifestou a respeito do tema até a publicação desta reportagem.

Poder360

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