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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) inicia, na próxima segunda-feira (11), a operação conhecida popularmente como carro do fumacê, que emite uma “nuvem” de fumaça para eliminar os mosquitos adultos do Aedes aegypti presentes na região, reduzindo assim a chance de propagação de doenças como dengue, zika e chikungunya. O Boletim Epidemiológico 04 (BE 04) sinaliza um acréscimo de 285% nos casos prováveis de dengue e de 90% de chikungunya nos primeiros meses de 2022, se comparados ao mesmo período de 2021.

A programação inclui 23 cidades que recebem a intervenção contando com quatro novos veículos UBV (Ultra Baixo Volume acoplado a veículos), que agora totalizam dez carros utilizados em todo estado. Entre 11 e 14 de abril, serão contemplados os municípios de Logradouro, Caiçara, Alagoinha, Pombal, Jacaraú, Pilõezinhos, Pedro Régis, Brejo do Cruz, Assunção e Lagoa de Dentro. A partir do dia 19 de abril, recebem o carro fumacê as cidades de Araçagi, Boa Vista, Brejo dos Santos, Cruz do Espírito Santo, Dona Inês, Duas Estradas, Passagem, Riacho de Santo Antônio, São José de Espinharas, São Sebastião de Lagoa de Roça, Serra Redonda, Serraria e Umbuzeiro.

O Boletim Epidemiológico 04 indica que as localidades de Aguiar, Areia, Bananeiras, Belém, Boa Ventura, Cacimba de Dentro, Coremas, Cubati, Dona Inês, Fagundes, Guarabira, Gurjão, Jericó, Lagoa, Lagoa de Dentro, Logradouro, Massaranduba, Nova Floresta, Olivedos, Pedra Branca, Pedra Lavrada, Quixaba, São João do Cariri, São José do Brejo do Cruz, São José do Sabugi, Serra da Raiz, Sertãozinho, Solânea, Tenório e Umbuzeiro apresentam grande risco de transmissão de arboviroses e isso provocou a ampliação da estratégia do fumacê.

Segundo a secretária de Saúde, Renata Nóbrega, “são 30 municípios com índice do LIRAa acima de 300, que pelos parâmetros do Ministério da Saúde corresponde à sinalização de epidemia”. A ameaça é calculada através do LIRAa —  Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti, que fornece dados de indicadores entomológicos e permite conhecer a distribuição do vetor Aedes aegypti em cada localidade.

Renata Nóbrega destaca que a estratégia do fumacê deve ser simultânea com as demais ações de controle. “Essa operação é uma ação complementar que visa interromper a cadeia de transmissão do vírus. É importante reforçar a necessidade do envolvimento da população no controle e eliminação dos criadouros do mosquito que se multiplica através de depósitos de água parada”, lembrou.

No ano de 2022 foram registrados 3.461 casos prováveis de dengue, 2.062 casos prováveis de chikungunya e 121 casos prováveis da doença aguda pelo vírus zika. Totalizando as três arboviroses, a Paraíba registra 5.644 casos prováveis no ano de 2022.  No mesmo período, o estado registrou quatro óbitos suspeitos de arboviroses, dos quais dois óbitos continuam em investigação (Queimadas e Boa Ventura) e os outros dois considerados como descartados.

Paraíba Urgente 

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