O premiê Edouard Phillipe apresentou seu plano propondo o fim do confinamento na França nesta segunda-feira no Senado.
 Ludovic Marin/Pool

O Senado francês se posicionou contra a estratégia de confinamento apresentada pelo primeiro-ministro francês, Edouard Phlippe, por 81 votos a favor e 89 contra. Cento e setenta e quatro parlamentares se abstiveram, a maioria do partido de direita “Os Republicanos.” O projeto foi aprovado na semana passada na Assembleia Legislativa.

Os dois votos têm um valor simbólico, como prevê o artigo 50-1 da constituição francesa, e não afetará a flexibilização do confinamento na França, previsto a partir de 11 de maio.

Durante a sessão, o chefe dos senadores de direita, Bruno Retailleau, criticou a gestão da epidemia pelo governo dizendo que o Executivo não podia afirmar que “haverá máscaras em quantidade suficiente  para proteger todos os franceses do coronavírus”, declarou.

O grupo CRCE, que representa os comunistas, votou contra o projeto, assim como todos os socialistas. Os senadores do partido do governo, “A República em Marcha”, aprovaram o plano para flexibilizar o confinamento, elogiando a abordagem “pragmática” de Macron, apesar do risco real de um aumento do número de contaminações.

Custo econômico

Em seu discurso, Edouard Philippe insistiu que o custo social e econômico do confinamento agrava a situação de muitas famílias, setores e territórios, em alusão às crianças e adolescentes mais pobres. “A vida econômica do país deve ser retomada rapidemente, com boa vontade”, ressaltou.A decisão de reabrir as escolas, que vem sendo muito contestada, parte desse princípio.

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O premiê também anunciou uma ajuda de € 200 que será disponibilizada para cerca de 800.000 jovens de menos de 25 anos em situação precária ou de famílias modestas.

Texto por:RFI

Noticiário Francês

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