(crédito: Divulgação/Facebook)

Em Praia Grande, litoral de São Paulo, o presidente da República, Jair Bolsonaro, voltou a transitar sem máscara nesta quarta-feira (30/12) em meio a uma multidão aglomerada para ver e cumprimentar o chefe do Executivo. Grande parte das pessoas no local, que tirou fotos e pegou na mão do presidente, estava sem máscara, assim como ele. O equipamento de proteção individual reduz risco de contaminação pelo novo coronavírus.

O presidente falou brevemente com alguns jornalistas que estavam no local, e conversou com a população por cerca de 30 minutos, tocando nas pessoas e pegando crianças no colo. As pessoas estavam em uma grade de isolamento colocada na praia. O presidente passa o feriado de ano novo em Guarujá (SP), cidade ao lado de Praia Grande, para onde Bolsonaro se deslocou de moto aquática. O Brasil registrou 7,6 milhões de casos de covid-19 e 192,7 mil óbitos, conforme dados divulgados na última terça-feira (29/12) pelo Ministério da Saúde.

Em uma transmissão ao vivo pelo Facebook, enquanto caminhava em direção à multidão, Bolsonaro afirmou que “se arrisca também um pouco” para falar com a população. “Sempre estivemos e estaremos ao lado da população, porque atender o povo é a nossa obrigação”, disse. Desde o início da pandemia, o presidente, que já teve a doença, a minimizou, tendo chamado-a de “gripezinha”. Ele também, repetidas vezes, não usou a máscara de proteção em espaços espaços públicos e aglomerações.

“Muitos vão falar que tem aglomeração, mas como disse lá no começo, nós temos que enfrentar. Tomar conta dos mais idosos, quem tem comorbidade, e toca a vida”, afirmou o presidente ainda na transmissão ao vivo.

Bolsonaro também comentou sobre o cenário econômico do país, dizendo que foi um ano atípico. “Nós nos endividamos em mais de R$ 700 bilhões contendo a pandemia, dando auxílio emergencial para quem perdeu tudo (…) Querem que a gente renove, mas a nossa capacidade de endividamento chegou ao limite. A gente pede a Deus que tudo volte à normalidade. Faz um apelo a alguns governadores que teimam em fechar tudo”, disse.

Correio Braziliense 

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