Bergomi, Collovati, Cabrini, Antognoni, Tardelli, Conti, Altobelli, Causio, Giovanni Galli, Oriali, Dossena, Massaro, Baresi, Baggio, Paolo Maldini… Mais do que um time inteiro, além da geração campeã da Copa de 1982, fora fãs e autoridades. Neste sábado de manhã, em Vicenza, o funeral de Paolo Rossi, morto na quarta-feira passada, reuniu os ex-companheiros de campo, outros tantos que brilharam com a bola e a família numa cerimônia para cerca de 250 pessoas na Catedral da cidade ao norte da Itália.

– Não perdi somente um companheiro de equipe, mas um amigo e um irmão. Juntos, lutamos, vencemos e às vezes perdemos, sempre nos levantando mesmo diante das decepções. Éramos parte de um grupo, aquele grupo, nosso grupo. Não pensei que você fosse embora tão cedo, mas que caminharíamos muito juntos – disse Antonio Cabrini em sua homenagem na catedral, antes do funeral.

Marco Tardelli e Antonio Cabrini levam o caixão com o corpo de Paolo Rossi em Vicenza — Foto: REUTERS/Daniele Mascolo

O ex-companheiro de Juventus e seleção italiana resumiu bem o quanto Paolo Rossi era querido.

– Já estou com saudades de você, de suas palavras de conforto, de suas piadas e de suas piadas estúpidas. Suas improvisações e seu sorriso. Sinto muita falta de tudo em você, hoje quero agradecer porque, se sou quem sou, devo isso também ao maravilhoso amigo que você foi. Jamais te deixarei, você está perto de todos nós, assim como estarei perto de Federica e de seus filhos. Mas você fica perto de mim – disse Cabrini citando a esposa de Paolo nas homenagens.

Giancarlo Antognoni, Alessandro Altobelli e Bruno Conti na catedral de Vicenza durante funeral de Paolo Rossi — Foto: REUTERS/Daniele Mascolo
Giancarlo Antognoni, Alessandro Altobelli e Bruno Conti na catedral de Vicenza durante funeral de Paolo Rossi — Foto: REUTERS/Daniele Mascolo

Na homilia, Dom Pierangelo Ruaro exaltou como Paolo Rossi enfrentou o câncer de pulmão.

– Paolo viveu a doença com a graça e discrição habituais. Sua grandeza era ser um campeão, mas nunca um personagem. Agora vai treinar no Coverciano do céu – disse Dom Pierangelo Ruaro, fazendo referência ao centro de treinamento da seleção italiana.

Reprodução da primeira página do jornal Gazzetta dello Sport com manchete da conquista da Copa do Mundo de 1982 enfeita a entrada da catedral de Vicenza no funeral de Paolo Rossi — Foto: REUTERS/Daniele Mascolo
Reprodução da primeira página do jornal Gazzetta dello Sport com manchete da conquista da Copa do Mundo de 1982 enfeita a entrada da catedral de Vicenza no funeral de Paolo Rossi — Foto: REUTERS/Daniele Mascolo

Para encerrar, citou uma canção do músico italiano Renato Zero:

– Deus abençoe atores, músicos, os criativos e o pessoal do circo. Todas essas pessoas que comunicam uma felicidade ativa, positiva e generosa. Nesta lista também incluímos você, Paolo, obrigado por ter feito tantas pessoas sonharem e as ter ensinado a viver – disse Dom Pierangelo Ruaro.

Roberto Baggio, de máscara preta, no funeral de Paolo Rossi — Foto: REUTERS/Daniele Mascolo
Roberto Baggio, de máscara preta, no funeral de Paolo Rossi — Foto: REUTERS/Daniele Mascol

Desde a véspera, a população local prestou homenagens ao ex-jogador que começou a brilhar no time que ainda se chamava Lanerossi Vicenza. Em velório iniciado na sexta-feira, no estádio Menti, os fãs puderam dar o adeus mais perto do caixão.

Fãs dão adeus a Paolo Rossi diante do caixão no gramado do estádio Menti, em Vicenza — Foto: Reprodução de Twitter
Fãs dão adeus a Paolo Rossi diante do caixão no gramado do estádio Menti, em Vicenza — Foto: Reprodução de Twitter

Neste sábado, lembranças da conquista da Série B de 1976/77 e da campanha do vice-campeonato e artilharia da Série A na temporada seguinte dividiram espaço com a exaltação ao herói do tricampeonato mundial italiano em 1982 pela Azzurra.

Faixa do Lanerossi Vicenza, antigo nome do time da cidade do norte da Itália, nas homenagens do funeral de Paolo Rossi — Foto: REUTERS/Daniele Mascolo
Faixa do Lanerossi Vicenza, antigo nome do time da cidade do norte da Itália, nas homenagens do funeral de Paolo Rossi — Foto: REUTERS/Daniele Mascolo
Faixa em sacada de apartamento em Vicenza lembra o artilheiro Paolo Rossi em funeral na cidade do norte da Itália — Foto: REUTERS/Daniele Mascolo
Faixa em sacada de apartamento em Vicenza lembra o artilheiro Paolo Rossi em funeral na cidade do norte da Itália — Foto: REUTERS/Daniele Mascolo

Restritos ao limite dos bloqueios das ruas para não aglomerar mais ainda a catedral da cidade, os fãs cantaram coros que tinham a mesma intenção, lembrar o herói italiano: “Pablito, Pablito” ou “Paolo, Paolo”.

Do lado de fora da catedral de Vicenza, fãs prestam homenagens a Paolo Rossi em seu funeral na cidade ao norte da Itália — Foto: REUTERS/Daniele Mascolo
Do lado de fora da catedral de Vicenza, fãs prestam homenagens a Paolo Rossi em seu funeral na cidade ao norte da Itália — Foto: REUTERS/Daniele Mascolo
Coroa de flores enviada pela Fifa no funeral: Paolo amigo e lenda do futebol, obrigado do coração da Fifa — Foto: REUTERS/Daniele Mascolo
Coroa de flores enviada pela Fifa no funeral: Paolo amigo e lenda do futebol, obrigado do coração da Fifa — Foto: REUTERS/Daniele Mascolo
Paolo Maldini no funeral de Paolo Rossi — Foto: REUTERS/Daniele Mascolo
Paolo Maldini no funeral de Paolo Rossi — Foto: REUTERS/Daniele Mascolo
Franco Baresi no funeral de Paolo Rossi — Foto: REUTERS/Daniele Mascolo
Franco Baresi no funeral de Paolo Rossi — Foto: REUTERS/Daniele Mascolo

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