A pandemia já deixou mais de 113 mil mortos e mais de dois milhões de pessoas contagiadas no país norte-americano.

Após o levantamento das restrições impostas para frear a pandemia do coronavírus, uma segunda onda começa a afetar vários estados dos Estados Unidos, como Flórida, Texas, Arizona e Califórnia, informou nesta quinta-feira (11) a Bloomberg.

“Se aproxima uma nova onda em algumas partes do país”, explicou Eric Toner, pesquisador do Centro Johns Hopkins para Segurança da Saúde. “Atualmente é pequena e distante, mas está chegando”, acrescentou.

‘Um polegar dolorido’

Há aproximadamente um mês que as restrições na Flórida foram levantadas e, ao longo dos últimos sete dias, foram registrados neste estado 8.553 novos casos, mais que em qualquer outra semana. Contudo, e apesar da realização de mais testes, as taxas de resultados positivos seguem sendo baixas, em torno de 5,5%.

No Texas foram registradas 2.504 hospitalizações nesta quarta-feira, o que supõe um aumento de 4,7%, o maior aumento diário desde que começou a proliferação.

No que se refere ao Arizona, em 2 de junho se alcançou o máximo histórico de novos infectados, com 1.187. “[Arizona] sobressai como um polegar dolorido em termos de um problema maior”, assegura Jeffrey Morris, diretor de Bioestatística da Universidade da Pensilvânia (EUA).

Ao que se deve?

A Califórnia registrou nesta semana o maior número de hospitalizações pela COVID-19 desde 13 de maio, apesar de ser o primeiro estado a implementar as medidas sanitárias, que se se prolongaram por mais tempo que em outros lugares.

Pessoas com máscaras em uma rua de Nova York durante pandemia, nos EUA
© SPUTNIK / BRIAN SMITH
Pessoas com máscaras em uma rua de Nova York durante pandemia, nos EUA

Ainda que a contagem geral de casos em todo o país tenha aumento menos de 1% no começo desta semana, o menor incremento desde março, os especialistas estão preocupados por esta nova onda.

Os especialistas não estão confiantes de que o ressurgimento esteja relacionado com uma maior atividade econômica após a reabertura de diferentes estados, já que, por exemplo, na Geórgia os casos foram estancados, ainda que tenha sido o primeiro estado a aliviar as restrições.

Contudo, eles acreditam que ainda é cedo para saber se as manifestações massivas pela morte de George Floyd teriam contribuído para aumentar o número de contágios.

A COVID-19 já deixou mais de 113 mil mortos e mais de 2 milhões de infectados nos EUA, segundo os últimos dados da Universidade Johns Hopkins. Ao menos 538 mil pessoas se recuperaram desde o início da pandemia.

Sputnik 

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