As relações amistosas entre a Rússia e a China na região do Ártico são a maior ameaça à segurança na região, disse o presidente da Comissão da Defesa da câmara baixa do Parlamento do Reino Unido, Tobias Ellwood.

“Não podemos fazer muitas distinções, sendo que existem lá [no Ártico] alegadamente duas potências concorrentes, na perspectiva dos EUA, elas devem ser tratadas como uma aliança”, disse Tobias Ellwood durante uma reunião virtual que abordava questões de segurança no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais.

“É possível observar esta aliança se desenvolvendo, ficando cada vez mais forte e, como eu disse, me preocupa realmente que exista esta divisão, esta cisma, entre a maneira como a China e a Rússia farão negócios internacionais em contraste com o Ocidente”, acrescentou o parlamentar.

Ellwood teceu duras críticas à China, afirmando que a pandemia do novo coronavírus permitiu que muitos no Reino Unido “recalibrassem” sua visão do país asiático. Pequim não aceitou qualquer das “responsabilidades tácitas”, que resultam do fato de ser uma superpotência, relativamente ao cumprimento das obrigações internacionais e “eles gostam de aproveitar-se delas [obrigações] em seu benefício”, afirmou Tobias Ellwood, escreve portal Politico.

Marinhas dos EUA e do Reino Unido realizam exercícios marítimos conjuntos no Ártico (foto de arquivo)
© FOTO / MARINHA DOS EUA
Marinhas dos EUA e do Reino Unido realizam exercícios marítimos conjuntos no Ártico (foto de arquivo)

Enquanto a secretária de Estado do Ministério da Defesa norueguês, Tone Skogen, disse que “o fato de a China agora também estar exibindo suas ambições no Ártico cria novo desafios”, no entanto, para a Noruega o foco está na Rússia.

“Continuamos a defender que consideramos a Rússia o maior desafio, pelo menos por enquanto”, enfatizou Skogen. O Ártico “não é uma prioridade para a China”, comentou.

Na semana passada quatro bombardeiros estratégicos B-52 dos EUA realizaram uma missão de treinamento de longo alcance voando para a Europa através do Ártico.

Aeronaves B-52 Stratofortress da 5ª Ala de Bombardeiros conduziram treinamento com caças F-16 e F-35 da Força Aérea da Noruega.

Sputnik 

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