Entrevista do senador, Randolf Rodrigues, vice-presidente da CPI da CovidSérgio Lima/Poder360 27.abr.2021

O vice-presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse nesta 5ª feira (6.mai.2021) que o fato de o ministro da Saúde, Marcelo Quieroga, não querer fazer “juízos de valor” à comissão mostra que ele não concorda com o defendido pelo presidente Jair Bolsonaro sobre o enfrentamento da pandemia de covid-19.

“Troque ‘não faria juízo’ de valor por ‘não concordo com isso’ e aí eu acho que nós temos a linha continuada a partir do depoimento do senhor Mandetta que no meu sentir indica que o governo federal adotou deliberadamente uma estratégia de contaminação coletiva, de contaminação natural, de imunidade coletiva, de imunidade natural ou que podemos chamar de imunidade de rebanho.”

O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), e o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), reclamaram de suposta falta de objetividade do ministro ao responder as perguntas dos congressistas.

A comissão investiga o uso do dinheiro federal que foi enviado para cidades e Estados, além de supostas omissões do governo federal no combate à pandemia.

“Ministro, o senhor está aqui como testemunha. Essa é a instância. Não tem esse negocio de dizer e jogar para terceiros… O senador Renan fez perguntas simples: faltou o que? Não faltou o dinheiro. Faltou lockdown, faltou o que? Você está aqui como testemunha, estou aqui pra lhe preservar. Não é achismo. É sim ou não”, declarou Aziz.

O comentário foi feito depois de Queiroga não responder claramente se compartilhava ou não da posição do presidente Jair Bolsonaro de receitar cloroquina como tratamento precoce para covid-19.

PAZUELLO E ONYX

Randolfe também comentou sobre a notícia de que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello teria recebido o ministro da Secretaria de Governo, Onyx Lorenzoni, depois de ter alegado possível infeção por covid-19 para faltar ao seu depoimento na CPI, que estava marcado para a 4ª feira (5.mai).

“Eu acho que a palavra do comandante do exercito tem fé publica assim como de qualquer outra autoridade. É, no mínimo, só constrangedor para o próprio Exército brasileiro quando um general de 4 estrelas se nega a comparecer a uma comissão parlamentar de inquérito e ato contínuo recebe um ministro de Estado tendo alegado para o não comparecimento estar infectado.”

Poder360

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