Rafael Tolói fez nesta quarta-feira a sua estreia pela seleção italiana, em triunfo diante da Lituânia, por 2 a 0. O zagueiro matogrossense do Atalanta não é o primeiro jogador nascido no Brasil a vestir a camisa da Azurra. No total, já são 11 jogadores que brasileiros que atuaram pela Itália (só contamos os que entraram em campo). Uma tendência que começou há quase 90 anos. Clique abaixo e confira os outros 10.

Filó Guarisi

Cláudio Sobrinho e Paulo Mangerotti E1 « VOLTAR AO INÍCIO1/10PRÓXIMO » A história de brasileiros com a camisa da seleção italiana teve início em 1932, sob os pés de Anfilogino Guarisi, o Filó. Filho de imigrantes, com o pai português e a mãe italiana, Filó defendeu no Brasil as cores da Portuguesa, Paulistano, Corinthians e Palmeiras.

Após fazer sucesso com a camisa do Corinthians, onde foi campeão Paulista, Filó transferiu-se para a Lazio, e jogou com vários outros ítalo-brasileiros. Filó não está na história por ser apenas o primeiro brasileiro a jogar pela Itália: o ex-atacante é também o primeiro jogador nascido no país a ser campeão do Mundo, já que participou do título de 1934.

Antes de ter jogado pela Itália, onde entrou em campo em seis oportunidades e marcou um gol, Filó jogou pelo Brasil. Em 1925, o ex-atacante disputou a Copa América com a amarelinha.

Otávio Fantoni (Nininho)

Cláudio Sobrinho e Paulo Mangerotti E1 « ANTERIOR2/10PRÓXIMO » Precursor da longeva história da família Fantoni no Cruzeiro, Nininho é considerado um dos primeiros ídolos da história do clube, chamado naqueles tempos de Palestra Itália. Nininho começou a carreira muito jovem no Palestra, ao lado dos primos João (Ninão), Leonízio (Niginho) e Orlando Fantoni.

Em 1931 foi novamente precursor, ao lado de Ninão, ao tornar-se um dos primeiros brasileiros a se transferir para o futebol europeu. Pela Lazio, Nininho disputou cinco temporadas e viveu o auge ao final de 1934, quando chegou a seleção italiana. A única partida do meia pela seleção foi uma vitória por 4 a 0.

A história do ex-jogador no futebol, no entanto, teve um fim trágico. Um ano depois de não constar na lista final para a disputa da Copa do Mundo de 1934, Nininho lesionou-se numa partida válida pelo Campeonato Italiano. A lesão não curada no nariz o levou a óbito, aos 27 anos, por septicemia.

Dino da Costa

Cláudio Sobrinho e Paulo Mangerotti E1 « ANTERIOR3/10PRÓXIMO » Depois da participação de Filó e Nininho pela Itália na década de 1930, passaram-se mais de 20 anos sem que um brasileiro voltasse a defender a Azzurra.

Dino da Costa, atacante com história pelo Botafogo, estabeleceu uma longa carreira no futebol da Velha Bota. Com passagens por Roma, Fiorentina, Atalanta, Juventus, Hellas Verona e Ascoli, Dino colecionou títulos e gols no futebol italiano.

Em 1958 recebeu a única convocação para a seleção: participou de uma partida das eliminatórias, diante da Irlanda do Norte. Dino marcou um gol, mas não foi suficiente para evitar a derrota.

Altafini (Mazzola)

Cláudio Sobrinho e Paulo Mangerotti E1 « ANTERIOR4/10PRÓXIMO » Um dos nomes de maior peso nesta lista, sem dúvidas, é o de José João Altafini, o Mazzola para os brasileiros.

Natural de Piracicaba, no interior de São Paulo, Mazzola fez muito sucesso tanto no Brasil, quanto na Itália. Em 1958 foi campeão do Mundo pelo Brasil, ao lado de Pelé, Didi, Garrincha e companhia.

Ainda assim, tal fato não o impediu de atravessar atlântico e defender, na Copa do Mundo seguinte, a seleção italiana. Na Itália, Mazzola é conhecido apenas como Altafini. Além dos seis jogos e cinco gols pela Azzurra, o ex-atacante coleciona alguns feitos: foi artilheiro (e campeão) de uma Liga dos Campeões, tetracampeão italiano e é, até hoje, o quarto maior artilheiro da história do Campeonato Italiano.

Angelo Sormani

Cláudio Sobrinho e Paulo Mangerotti E1 « ANTERIOR5/10PRÓXIMO » Assim como Mazzola, Sormani defendeu a Itália na Copa do Mundo de 1962. O ex-atacante ítalo-brasileiro ficou conhecido “Il Pelé bianco”, ou em bom português “o Pelé branco”.

No Brasil, Sormani jogou pelo Santos e XV de Jaú, clube de sua cidade natal. Na Itália, teve grande êxito com a camisa do Milan, colecionou títulos, mas nunca chegou a ser um Pelé. Pela Itália foram sete partidas e dois gols.

Amauri

Cláudio Sobrinho e Paulo Mangerotti E1 « ANTERIOR6/10PRÓXIMO » © GETTY / VALERIO PENNICINO Nascido na cidade paulista de Carapicuíba, Amauri fez a sua carreira toda fora do Brasil.

Seu período de maior destaque foi entre 2007 e 2011, jogando por Palermo e Juventus. Pela Itália, o atacante chegou a entrar em campo em apenas uma partida. Em 2010, atuou durante 59 minutos em amistoso contra a Costa do Marfim e não conseguiu balançar as redes.

Thiago Motta


Bisneto de italianos, Thiago Motta já tinha ligações com o país antes de se mudar para a Europa. Seu início no futebol aconteceu no Juventus, time localizado na Mooca, bairro tradicional de São Paulo com grande quantidade de imigrantes italianos.

Com boas passagens por Barcelona, Inter de Milão e PSG, o meia teve uma carreira de sucesso e títulos importantes no Velho Continente. Pela seleção italiana, disputou uma Copa do Mundo e duas Eurocopas, tendo feito um total de 33 jogos e um gol.

Éder

Éder Citadin, atacante recentemente contratado pelo São Paulo, jogou pela Itália entre 2015 e 2017, e chegou a disputar a Eurocopa de 2016. Catarinense, o atacante deu seus primeiros passos pelo Criciúma e se destacou depois em Inter de Milão e Sampdoria. Pela Azzurra, fez um total de 26 jogos e marcou 6 gols.

Jorginho

Jorginho, que joga no Chelsea há três temporadas, é um dos atuais nomes da seleção italiana. Ao todo, já fez 27 jogos e balançou as redes 5 vezes. Catarinense, o meia nunca atuou profissionalmente no Brasil. Foi para a Itália ainda menor de idade e começou no Hellas Verona, onde se destacou e acabou chamando a atenção do Napoli, clube que o colocou no cenário mundial.

Emerson Palmieri

Cláudio Sobrinho e Paulo Mangerotti E1 « ANTERIOR10/10 © GETTY / CLAUDIO VILLA Emerson Palmieri esteve também em campo na estreia de Tolói pela Azzurra. O lateral esquerdo, atualmente no Chelsea, atua pela seleção desde 2018.

Cria das categorias de base do Santos, o jogador paulista, que passou também por Roma e Palermo, já fez ao todo 14 partidas com a camisa da Itália.

O Gol 

 

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