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Rafael Freire promete projeto de construção de moradias por meio de mutirão, em entrevista à CBN

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Rafael Freire promete projeto de construção de moradias por meio de mutirão, em entrevista à CBN

Rafael Freire (UP), candidato a prefeito de João Pessoa, em entrevista na CBN João Pessoa — Foto: Diogo Almeida/G1

O jornalista Rafael Freira (UP), candidato à Prefeitura de João Pessoa, prometeu que vai realizar um projeto de habitação popular voltado para a construção de moradias, mas também geração de empregos. De acordo com ele, o programa funciona com a construção de habitação por meio de mutirão pela própria comunidade. “O regime de mutirão pressupõe a contratação direta de trabalhadores por parte da prefeitura, sem nenhum atravessador. As pessoas que têm que se organizar em cooperativas e associações de moradores. É a própria comunidade construindo a sua comunidade e requalificando. Vai atacar o problema final, a moradia, e o problema meio, o trabalho”, explica em entrevista à CBN nesta terça-feira (27).

No primeiro bloco, o candidato explicou que quer ser prefeito porque tem 20 anos de militância e faz parte de um partido criado recentemente, jovem por sua criação e por sua composição, o Unidade Popular (UP). “Demonstra uma renovação política no cenário nacional. Ao analisar o espectro político, conseguimos criar o partido e conseguimos lançar a candidatura onde temos trabalho acumulado. Sou um porta voz do partido, não é um interesse pessoal, mas um desejo de dar contribuição para o município onde nasci”, declarou.

Rafael Freire falou sobre as suas propostas de enfrentamento aos monopólios do transporte coletivo que, segundo ele, beneficia apenas o grande capital. Associou a mesma análise, ainda, ao setor de construção civil. “Nós precisamos perceber que os candidatos colocados vão sempre tentar beneficiar a sua classe social. Defendemos a organização, requalificação e das unidades populares, a partir do princípio de mutirão, a partir da ocupação das áreas que está servindo para especulação imobiliária. A gente não quer colocar pessoas em áreas da cidade que não tenha infraestrutura de saneamento, de ruas, de postos de saúde”, detalhou.

O candidato ainda explicou que é possível fazer um adensamento sanitário na área central da cidade e, com moradia popular, criar um projeto de mutirão, além de garantir a criação de uma economia solidária, fazer a associação de moradores e garantir um programa de moradia popular.

De acordo com Rafael Freire, se for eleito, ele não irá contratar empresas terceirizadas para a gestão pública, nem prestado de serviço e nem pessoas para cargos comissionados. “Vamos cumprir o TAC realizado entre Luciano Cartaxo e o Ministério Público. Segundo a Constituição, a forma de ingresso correta é o concurso público. Se a prefeitura tem a condição de oferecer uma carreira, esse trabalhador vai estar comprometido, por isso oferecemos um PCCR”, detalha o candidato.

O candidato também prometeu implantar no serviço público uma jornada de trabalho de 30 horas semanais, reduzindo a carga horária. Segundo ele, em muitos casos, é possível fazer mais, com menos. “É preciso ter comprometimento dos profissionais. Muitos problemas que existem na saúde, por exemplo, é falta de gestão. Nós queremos fazer um franco diálogo com os trabalhadores e organizar isso. É preciso que a atenção básica funcione, mas é possível também fazer um rearranjo”, enfatizou Rafael Freire.

Outra proposta do candidato do UP é criar subprefeituras, para chegar mais perto da população, com um reordenamento do trânsito, melhoria dos calçamentos, criação de hospitais em determinados bairros. “As subprefeituras são uma opção, mas a nossa maior opção é a efetivação dos conselhos”, relata Rafael.

Ele explica que não compete ao conselho tomar decisões. “A câmara tem o seu dever, mas a população precisa ser ouvida e entre a Câmara e a prefeitura tem os conselhos. A gente quer que as pessoas tenham seus momentos de plenária, de reuniões. Com o uso das reuniões virtuais, ficou ainda mais democratizado, para que a população possa opinar sobre suas questões”, detalhou.

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