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MATEUS BONOMI / AGIF – AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA / ESTADÃO CONTEÚDO

Simone Tebet é a primeira mulher a se lançar pré-candidata à eleição presidencial de 2022

Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), através da sua Executiva Nacional, confirmou nesta quinta-feira, 9, que irá apoiar a pré-candidatura da senadora Simone Tebet (MDB) ao Planalto. Segundo o presidente nacional da sigla, Bruno Araújo, foram 39 votos favoráveis à coligação – com um nome do PSDB para compor a chapa no lugar da vice presidência – e 6 votos contrários – na Executiva, o único voto contrario foi do deputado federal Aécio Neves (MG).

“O PSDB tomou essa decisão na tarde de hoje, o que afasta qualquer hipótese e discurso sobre divisão interna, dado o tamanho poderoso do resultado apresentado. Estamos abrindo mão de um papel histórico de protagonismo com nossa candidatura em torno de um projeto, porque sabemos que o PSDB não nasceu para servir a ele próprio, mas servir como alternativa aos eleitores e a um projeto de Brasil. É nessa aposta que nós vamos votar em Tebet, indicar um vice e começar a preparar um projeto pelo país”, alegou.

Bruno ressaltou que o nome que será lançado pelo partido como vice de Simone Tebet ainda não foi debatido. Segundo o político, é momento para os tucanos passarem a colaborar com o plano de governo da pré-candidata e na apresentação de ideias que melhorem a situação do país.

“A vaga de vice é construída e acordada com o PSDB, nós vamos oferecer o que tiver de melhor que possa colaborar com a caminhada de Tebet”, alegou. Ao ser questionado sobre possíveis resistências ao nome da emedebistas em determinados Estados, o presidente da legenda admitiu que haverá dificuldades em algumas regiões do país para compor com o nome de Tebet. “Mas o que vai valer é o conjunto dessa unidade em um projeto se comunicando diretamente com o eleitor”, disse.

Das prévias ao apoio emedebista

A aliança do partido com a senadora sul-mato-grossenses é marcado por reviravoltas. Isso porque, após a realização de prévias – que contou com a participação do então governador de São Paulo, João Doria; do ex-governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; e do ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio – os tucanos optaram por lançar o nome do antigo comandante do Palácio dos Bandeirantes como pré-candidato do PSDB.

Com a estagnação na casa dos 2% nas diversas pesquisas de intenções de voto, houve pressão para que Doria retirasse sua candidatura do pleito. Em pronunciamento realizado dia 23 de maio, o nome escolhido pelos filiados tucanos desistiu de concorrer ao comando do Palácio do Planalto e, desde então, o partido buscava um consenso para o nome que contaria com o apoio do histórico partido nas disputas presidenciais.

Jovem Pan 

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