O presidente da Argentina, Alberto Fernández, faz sinal de apoio a Lula quando era candidato, em 2019Imagem: Alberto Fernández no Twitter

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, comemorou hoje a notícia de que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin anulou todas as condenações impostas ao ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva pela 13ª Vara Federal de Curitiba no âmbito da operação Lava Jato.

Em mensagem, publicada nas redes sociais, Fernández disse que as sentenças proferidas contra o brasileiro tinham como objetivo “persegui-lo” e “eliminá-lo” da vida política e que, após a decisão de hoje, a Justiça foi feita.

“Eu comemoro que Lula tenha sido reabilitado em todos os seus direitos políticos. As sentenças proferidas contra ele com o único propósito de persegui-lo e eliminá-lo da carreira política foram revogadas. Justiça foi feita!”, escreveu o presidente argentino.

Em fevereiro, quando foi atacado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Fernández gravou um vídeo em que defendia Lula, principal adversário de Bolsonaro, por dois minutos. Na ocasião, ele alegou que Brasil, Argentina e Equador passaram a ter dificuldades parecidas por causa de delações premiadas. E afirmou que o processo de acusação contra Lula, no caso do tríplex, foi mal construído.

Após a notícia de hoje, Fernández fez questão de ligar para o ex-presidente brasileiro para cumprimentá-lo. “O presidente argentino Alberto Fernández também ligou para o ex-presidente Lula há pouco, que aproveitou para agradecer a solidariedade sempre presente de Fernández e do povo argentino”, ressaltou a assessoria de Lula, nas redes sociais.

Fachin anula condenações contra Lula

Segundo o gabinete de Fachin, o ministro entendeu que Curitiba não tinha competência para julgar os processos e anulou todas as decisões proferidas nos casos do tríplex do Guarujá, do sítio em Atibaia, da compra de uma sede para o Instituto Lula e das doações feitas ao instituto do ex-presidente.

A Procuradoria-geral da República vai recorrer da decisão, que agora precisará ser analisada pelo plenário da Corte.

No fim de semana, a imprensa publicou levantamento do Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), segundo o qual Lula teria mais potencial de voto do que Bolsonaro nas eleições de 2022.

“Com Lula elegível, cresce ainda mais a chance de este governo ir totalmente para o populismo”, disse Alfredo Menezes, sócio-gestor na Armor Capital, à agência de notícias Reuters.

O receio de investidores de que o governo enverede por um caminho mais populista aumentou nas últimas semanas, depois de uma série de episódios em que, para o mercado, o presidente Jair Bolsonaro agiu deixando de lado princípios de uma política econômica liberal.

Destaque para a decisão do presidente de trocar o comando da Petrobras e os alertas feitos por ele de atuação em outras estatais e setores da economia, como energia.

Uol

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