O prefeito Vitor Castelliano publicou um vídeo convocando a população para fazer um jejum contra a COVID-19
(foto: Reprodução/redes sociais)

prefeito Vitor Castelliano, do município de Cabedelo, localizado na Região Metropolitana de João Pessoa, na Paraíba, gravou um vídeo, nesta quarta-feira (24/2), convocando a população a fazer um jejum no próximo dia 15 de março. O objetivo do ato seria travar uma espécie de “guerra espiritual” contra a COVID-19 no estado.

“Gostaria de fazer um pedido a vocês. Para que no dia 15 de março todos juntos possam jejuar. Fazer um jejum em prol da guerra espiritual contra a COVID”, disse o prefeito em sua rede social.
“Vamos conclamar a todos os pastores e padres para que juntos no dia 15 de março façamos esse grande jejum”, declarou. O governante também afirmou que pretende oficializar o pedido de jejum na Câmara Municipal da cidade. Ele pede ainda que outros prefeitos façam o mesmo em suas cidades, na tentativa de vencer o coronavírus.
Os comentários feitos na postagem mostram pessoas divididas entre os que apoiam e os que criticam a iniciativa do governante.
Não há nenhum indício de que fazer jejum seja eficaz contra o novo coronavírus.  

Medidas restritivas e toque de recolher

Nesta terça-feira (23/2), o município foi um dos que adotou medidas mais restritivas, como a proibição total de eventos presenciais, fechamento total de casas de festas, boates, teatros, além da suspensão de missas e cultos.
Além disso, ficam em Cabedelo algumas das praias mais frequentadas da Paraíba, como Camboinha e Intermares. Porém, com o novo decreto, o uso da faixa de areia na orla só será permitido para a prática de esportes individuais.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a Paraíba registrou, até esta quarta-feira, 4.419 mortes em decorrência da COVID-19. A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado está em 66%.
Começa a valer, ainda, nesta quarta-feira, um toque de recolher das 22h às 5h, além de  outras medidas restritivas, em mais de 140 municípios do estado. A orla foi fechada para lazer e as aulas adiadas. As medidas valem, inicialmente, por 15 dias.
*Estagiária sob supervisão do subeditor Eduardo Oliveira 
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