Política do PSG de vender revelações em xeque com boa fase de jovens Texto retirado de ogol.com.br https://www.ogol.com.br/news.php?id=285371

Comprado em 2011 pelo xeque Nasser Al Khelaifi, o Paris Saint-Germain se transformou em uma das equipes mais ricas do continente europeu, capaz de grandes investimentos, tendo até o momento, as duas maiores transferências da história do futebol: Neymar, que deixou o Barcelona por 222 milhões de euros, e Kylian Mbappé, que chegou do Monaco por 180 milhões de euros.

Porém, ao longo das últimas temporadas, para manter as estrelas mundiais e, em alguns momentos, estar adequado ao fair-play financeiro, o clube parisiense precisou se desfazer de atletas, entre eles vários pratas-da-casa.  A volta da Bundesliga, a primeira da grandes ligas a retornar pós-pandemia, acabou com a saudade de muitos apaixonados pelo futebol, paralisado devido à pandemia do coronavírus. O torneio alemão também trouxe de volta as boas atuações de três ex-jogadores formados pelo PSG.

Trio francês brilha O nome de maior projeção no futebol europeu, formado e negociado pelo PSG, desde que o clube assumiu o status de ‘novo rico’ é, sem dúvida, o de Kingsley Coman. O jogador deixou a capital francesa no meio de 2014 em mais um negócio sem custos para a Juventus, equipe italiana reconhecida por assinar com jogadores sem contrato, com apenas quatro partidas disputadas pelos parisienses.

©Getty / Hannes MagerstaedtComan ficou apenas uma temporada em Turim e acertou com o Bayern de Munique. Junto ao gigante da Baviera, coleciona títulos (são nove até o momento) e, se ainda não é titular absoluto, é uma importante peça no time. As boas atuações já renderam 22 aparições e quatro gols pela seleção francesa.  Na vitória do Bayer Leverkusen sobre o Werder Bremen, por 4 a 1, o francês Moussa Diaby não marcou, mas foi o responsável por duas assistências.

Embora não tenha repetido o bom desempenho na derrota para o Wolfsburg, o jogador de 20 anos soma cinco passes para gol, além de ter balançado as redes em quatro oportunidades, e já desperta o interesse do Arsenal. O jovem chegou ao clube alemão no início da temporada por 15 milhões de euros. Pelo PSG, ele jogou 34 vezes e deixou a capital francesa com quatro gols marcados.

Outro nome que vive ótimo momento na Alemanha é Christopher Nkunku, do RB Leipzig. Aos 22 anos, o ponta já esteve envolvido diretamente em 17 gols, com 13 assistências – o terceiro maior garçom do campeonato – e quatro tentos. O jogador atuou em 78 jogos e marcou 11 gols pelo PSG, antes de ser comprado na janela de agosto por 13 milhões de euros.  Venda do futuro e aposta no presente A janela de transferências do verão europeu deixou evidente a política do PSG: vender jovens e abrir espaço no elenco para jogadores consolidados.

Além de Diaby e Nkunku, o clube francês negociou mais quatro atletas oriundos de suas categorias de base. O atacante Timothy Weah, filho de George Weah, melhor jogador do mundo em 1995, foi negociado com o Lille por 10 milhões de euros, após entrar em campo apenas seis vezes pelos parisienses, com dois gols marcados.

O norte-americano já havia sido emprestado na temporada passada para o Celtic, da Escócia, onde marcou quatro gols em 17 jogos.  O defensor Stanley Nsoki, de 21 anos, defendeu o clube da capital 16 vezes e foi negociado com o Nice por 12,5 milhões de euros. No novo clube, é titular. Mais jovem e com menos experiência entre os profissionais, o lateral esquerdo Arthur Zagré, de apenas 18 anos, deixou o PSG com um jogo disputado e acertou com o Monaco por 10 milhões de euros.

Pela equipe do Principado, entrou em campo três vezes.  Antes mesmo de estrear na equipe principal, o goleiro Rémy Descamps, de 23 anos, foi vendido pelo clube comandado por Nasser Al Khelaifi. O jogador havia sido emprestado para os franceses Tours e Clermont para ganhar experiência. No meio do ano, o Charleroi, da Bélgica, pagou 400 mil euros para contratá-lo.  Ao todo, o PSG arrecadou 61 milhões de euros no mercado de agosto com as vendas dos jovens, além de negociar mais cinco atletas, o que lhe rendeu 105 milhões de euros no total.

Com o montante, o time parisiense investiu nas contratações do goleiro Keylor Navas, do zagueiro Abdou Diallo e dos meia Pablo Sarabia e Idrissa Gueye, que somados custaram 95 milhões de euros.  Janela em 2018/19 também teve debandada Se em agosto de 2019, seis pratas-da-casa deixaram o Parque dos Príncipes, na janela do ano anterior não foi muito diferente.

Cinco jogadores foram negociados pelo atual tricampeão francês e renderam pouco mais de 20 milhões de euros. O mais relevante do grupo foi Odsonne Édouard. Hoje, o atacante de 22 anos está em sua terceira temporada no Celtic, onde acumula excelentes números e feitos. ©Celtic FCTricampeão nacional e bi da Copa e Supercopa da Escócia, Édouard balançou as redes 61 vezes em 121 jogos, obtendo a média de 0.5 gol por jogo. Uma ótima aquisição para o Celtic, que pegou a bagatela de 10,3 milhões de euros pelo jogador que jamais defendeu os profissionais do PSG.

Outra pechincha foi Jonathan Ikoné, vendido pelos parisienses ao Lille por cinco milhões de euros. O meia de 22 anos tem se destacado nas assistências. Na última temporada da Ligue 1 foram dez, na atual edição, já encerrada, mais seis. O bom desempenho no novo clube foi tanto que rendeu uma convocação para a seleção francesa.

Logo na estreia, o jogador fez um gol, sendo o primeiro a atingir o feito desde 2011. Apesar do baixo valor, o PSG assegurou uma porcentagem em uma futura venda.  O torcedor parisiense viu Yacine Adli em campo com a camisa azul e vermelha por apenas sete minutos. As boas atuações nas categorias de base levaram o Bordeaux a investir 5,5 milhões na contratação do jovem que completa 20 anos em julho. O meia tem ganhado experiência e alternado entre a titularidade e o banco de reservas.

Ao todo, são 32 partidas e três gols pelos Les marine et blanc.  Campeão mundial Sub-20 com a França em 2013, Jean Christophe Bahebeck era um atacante muito promissor nos torneios de base. No profissional, não justificou tamanha expectativa. Após quatro empréstimos para clubes da França e Itália, enfim foi cedido ao Utrecht até o fim do contrato com o PSG. Vínculo encerrado, o jogador, hoje com 27 anos, assinou em definitivo com o clube holandês, pelo qual anotou 13 gols em 41 partidas.

Por fim, chegamos a Antoine Bernede, meia central de 20 anos. Com somente três aparições pelo time principal parisiense, o jogador deixou a capital ao término de seu contrato e assinou com o Red Bull Salzburg. Na Áustria, tem ganhado oportunidades como titular, já tendo participado de 14 jogos na temporada.

A julgar pelo olhar cirúrgico do projeto da empresa de bebidas energéticas em captar jovens talentos, é um nome que merece atenção pelos próximos anos.  Os jovens atuais Embora a política do PSG não seja muito atrativa para os garotos formados nas categorias de base, o time atual, comandado pelo alemão Thomas Tuchel, conta com sete pratas-da-casa.

O defensor Presnel Kimpembe, de 24 anos, é figura constante nos onze iniciais, com isso, em alguns momentos, Marquinhos, também zagueiro de origem, é deslocado para o primeiro homem de meio-campo.  Colin Dagba, lateral direito de 21 anos, vem ganhando minutos e aparece como uma importante peça no elenco.

Com a iminente saída de Thomas Meunier, é o primeiro da fila para ocupar o posto. Apesar disso, é provável que o PSG busque um atleta mais experiente e o jovem ainda tenha que esperar algum tempo para assumir a titularidade de forma absoluta. Ainda mais jovem, com apenas 17 anos, o zagueiro Tanguy Kouassi já atuou em 13 partidas pelos profissionais e não só isso.

O defensor já marcou três gols pelo time, e fez sua estreia em Liga dos Campeões, sendo titular na vitória por 5 a 0 contra o Galatasaray. Com a mesma idade, o meia Adil Aouchiche esteve presente em três jogos e balançou as redes uma vez. Além desses nomes, integram o elenco principal o goleiro Garissone Innocent, de 20 anos, o zagueiro Loic Mbe Soh e o atacante Arnaud Muinga, ambos de 18.

Com o clube caminhando a passos largos para se tornar o maior campeão francês (é o segundo com nove taças, uma atrás do Saint-Étienne), o grande objetivo segue sendo a Liga dos Campeões da Europa. Sem enfrentar resistência em âmbito doméstico, a ótima oportunidade para dar rodagem aos jovens jogadores se mantém e assim, com o amadurecimento dos atletas que carregam o DNA do clube, é possível vislumbrar ao menos um vestiário menos turbulento para o PSG.

 O Gol 

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