O ex-governador Luiz Fernando Pezão foi ouvido pela polícia em casa, durante operação contra fraudes Foto: Reprodução/TV Globo

RIO – O ex-governador do Rio Luiz Fernando Pezão é um dos alvos da Operação Cerco, deflagrada pela Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) na manhã desta sexta-feira, dia 29. A força-tarefa afirma ter encontrado indícios de lavagem de dinheiro em contratos do Arco Metropolitano, que liga Duque de Caxias a Itaguaí, na Baixada Fluminense. Além do ex-governador, mais quatro empresários investigados desde a Lava Jato, em 2018, também são os alvos.

Segundo informações do site “G1”, Pezão tem contra si um dos 26 mandados de busca e apreensão. O ex-governador estava depondo em casa, em Barra do Piraí, porque cumpre prisão domiciliar desde dezembro de 2019. A Vara Especializada de Combate ao Crime Organizado do Tribunal de Justiça do RJ emitiu ainda quatro mandados de prisão contra empresários. Os policiais e promotores querem saber sobre as relações do ex-governador com os empresários e com as empresas investigadas.

Pezão ficou preso no Unidade Prisional da Polícia Militar, em Niterói, quando ainda era governador e permaneceu na cadeia por um ano e um mês. Ele é réu na Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, acusado de integrar esquema de corrupção chefiado pelo também ex-governador Sérgio Cabral, de quem foi vice.

Empresários presos

Dos quatro empresários com mandados, César Augusto Craveiro e Alexandre Resende Barboza já foram presos na operação desta manhã de sexta-feira. A polícia ainda procura por Sérgio Benincá e Luis Fernando Craveiro. Os irmãos Craveiro já tinham sido presos na Operação Boca de Lobo, de novembro de 2018, quando Pezão também foi preso, mas respondiam em liberdade.

Na ação, documentos e carros foram apreendidos pelas equipes da força-tarefa. A Justiça determinou também o bloqueio de R$ 241 milhões das empresas suspeitas da fraude.

O Dia 

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