Zagueiro do Independiente, Insaurralde pisa em Villa, atacante do BocaImagem: Reprodução TV

Felipe Melo negou que esteja negociando com o Boca Juniors. “Não tenho nem tempo de pensar nisso”, disse ele ao Bola da Vez, da ESPN Brasil, que vai ao ar no sábado (3). Seu comedimento, porém, passa longe da torcida do clube argentino, que começou a clamar nas redes sociais por sua chegada.

O disparador deste interesse foi um lance ocorrido no 1 a 1 entre o Independiente e o Boca, em Avellaneda, no último domingo (28), pela Copa da Liga Argentina. Zagueiro do Independiente, Insaurralde acertou um pisão na mão e outro no joelho no atacante Vila, do Boca. “Arteiro e criminoso”, detonou o ex-árbitro Javier Castrilli. O defensor não levou nem amarelo, e a impunidade chamou tanta atenção quanto nenhum jogador xeneize tirar satisfação com ele.

“É disso que o Boca precisa, de um jogador de presença como o Felipe Melo”, defendeu o comentarista Roberto Leto no programa de debates F90, levado ao ar pela ESPN. “O que o Insaurralde fez foi absurdo, e se o Felipe Melo estivesse em campo, ele o comeria como um cachorro-quente.”

Opinando sobre o Boca na Argentina há quase 40 anos, o que Leto diz tem muito peso no país, e a torcida encampou sua ideia de usar Felipe Melo como um símbolo de raça. A “mística” do futebol rústico é forte demais no Boca, e os mais antigos cansam de rir de exageros do passado como o volante ficar sem tomar banho e não escovar os dentes para amedrontar o rival.

Foi assim que veteranos como Giunta, Passucci e Hrabina viraram ídolos – os representantes recentes deste estilo foram Cascini, Schiavi e Pablo Pérez.

Embora haja clamor popular por Felipe Melo e a sua presença na Bombonera por enquanto seja mera conjectura, há quem duvide do seu sucesso no Boca. “Um time precisa de bons jogadores, não torcedores em campo que saiam acertando os outros”, disse Diego Latorre, ex-jogador do próprio clube, também à ESPN.

“Mais que uma representação de imagem e temperamento, o estilo de jogo do Felipe Melo está em extinção. Poucos atletas hoje conseguem levar um time adiante só com o coração. Ainda mais aos 37 anos”, finalizou.

Uol

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