Membro da equipe médica prepara dose da vacina Pfizer / BioNTech em centro de vacinação em Nice, França, em 9 de abril de 2021.
 Valery Hache AFP

A Pfizer-BioNTech pediu autorização nesta sexta-feira (9) para usar sua vacina Covid-19 em adolescentes de 12 a 15 anos nos Estados Unidos. O pedido feito à FDA, a agência americana que aprova medicamentos, vem depois que os testes clínicos de fase 3 da vacina Pfizer em jovens de 12 a 15 anos foram 100% eficazes no combate à doença, de acordo com as empresas.

As empresas disseram em um comunicado que planejam fazer solicitações semelhantes a outras autoridades reguladoras em todo o mundo nos próximos dias.

No final de março, as empresas parceiras publicaram os resultados de testes realizados com 2.260 adolescentes nos Estados Unidos, que as empresas disseram que mostraram “respostas robustas de anticorpos”.

A vacina foi “bem tolerada com efeitos colaterais geralmente consistentes com os observados em participantes de 16 a 25 anos de idade”, disseram as empresas na sexta-feira.

Por enquanto a vacina tem autorização de emergência para uso em pessoas com 16 anos ou mais.

As crianças têm menos probabilidade de desenvolver Covid grave, portanto, vaciná-las tem sido menos prioritário do que inocular pessoas mais velhas.

O imunizante desenvolvido pela BioNTech/Pfizer é baseado na tecnologia de RNA mensageiro, que evita a transmissão do vírus para outras pessoas, e foi a primeira vacina Covid-19 a ser aprovada no Ocidente no ano passado.

Moderna também faz testes

A empresa de biotecnologia americana Moderna anunciou em março ter começado os testes de sua vacina contra a Covid-19 em milhares de bebês a partir de seis meses e em crianças de até 11 anos.

A Johnson & Johnson também estuda a possibilidade de começar a inocular suas vacinas a partir dos 12 anos. Já a AstraZeneca estuda o efeito de seu produto em crianças a partir de 6 anos.

A Moderna anunciou em 16 de março que 6.750 crianças e bebês, no total, participarão dos testes clínicos com seu imunizante nos Estados Unidos e no Canadá. Segundo a empresa, os menores continuarão sendo acompanhados durante um ano após a segunda dose.

A imunização de menores é considerada uma etapa essencial na luta contra a pandemia de coronavírus.

(Com informações da AFP)

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui