Então! “Noé” chegou a João Pessoa há 8 anos. E com ele uma espécie de discípulo salvador prometendo, em alto e bom som, que os problemas relativos à drenagem das chuvas seriam cessados.

Nada mais de alagamentos, deslizes de encostas, ruas e avenidas transformadas em piscinas olímpicas. Tudo seria minimizado por seus “engenhosos” engenheiros, e que, por força de uma bem estruturada equação, a Capital paraibana não seria atingida pelas águas, a exemplo de cidades abaixo do nível do mar, como Veneza e nossa vizinha Recife.

Pois bem! No primeiro “dilúvio” do ano acima das estatísticas dos órgãos que medem os índices pluviométricos, João Pessoa entrou na sexta-feira (26) em verdadeiro colapso. Carros sendo “engolidos” por sistemas de esgotamento precário, árvores desabando. Até um muro de arrimo construído pelo ex-prefeito Luciano Cartaxo (PV) na pseudo-reformulação do Mercado Central desabou.

Não fez vítimas, mas poderia haver, numa clara desfaçatez do que é o correto e o imaginário. Fios elétricos no chão, encanações danificadas, prejuízo para os comerciantes que têm seu sustento naquele ponto de apoio. Pior cenário só com mortes.

Lesar o contribuinte com medidas administrativas que nunca existiram e cobrar impostos que possivelmente não foram aplicados para seus devidos fins é crime? Só o Tribunal de Contas do Estado (TCE) pode afirmar.

Caos em uma Babilônia de águas

Loucura ver, em plena Avenida Beira Rio, pessoas sendo transportadas em caiaques. Eu disse caiaques, como está amplamente divulgado nas redes sociais e a Coluna foi ver tamanho absurdo “in loco”.

Oito; oito anos de gestão e o cenário é esse. As pessoas, a cada chuva torrencial, “pescam” peixes no Terminal de Integração. Tudo fruto de uma malsinada intervenção no Parque Solon de Lucena (Lagoa) e que está sob suspeita de irregularidades no âmbito da aplicação de verbas públicas da União.

Bem, é esse o homem que se coloca como candidato ao governo do Estado da Paraíba em 2022 e que, infelizmente, não conseguiu gerir com eficiência o município de João Pessoa.

Luciano Cartaxo precisa dormir, acordar, e observar se há condições de retomar a vida pública de forma correta. É só isso que o povo pede. É isso que ele precisa entender e melhorar, caso pretenda ser governador da Paraíba.

Eliabe Castor
PB Agora

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