O governador de Goiás reforçou o que foi acordado na reunião da terça-feira, 8, com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello

O governador do Estado de Goiás, Ronaldo Caiado, vê o plano estadual de vacinação oferecido pelo governador João Doria ao Estado de São Paulo como uma irresponsabilidade. De acordo com ele, é inadmissível querer furar o Plano Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde. “Os estados que tem menor capacidade fiscal ou até de poder adquirir uma vacina. Esses cidadãos precisam ser excluídos? Precisamos parar com isso e ter responsabilidade neste momento.

Essa notícia de querer definir plano de vacinação em 25 de janeiro. Isso é irresponsabilidade e descortesia com os depois governadores. Como se apenas o governador de São Paulo fosse competente e preocupado com a vida das pessoas”, disse. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, Caiado lembrou que é o único governador que também é médico.

“Ninguém mais do que eu tem essa responsabilidade de fazer com que toda a população tenha acesso à vacina. Não é vacinação de São Paulo, é de todo o território nacional”, completou. O governador de Goiás reforçou o que foi acordado na reunião da terça-feira, 8, com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

“O Brasil já sinalizou a compra da vacina da Pfizer. Quando ela chegar, pode ser aprovada em até 72h para uso emergencial. Uso emergencial são grupos de alto risco ou que está na linha de frente da doença. Fora isso, todos entram no PNI. E, aí sim, teremos até 60 dias para que a Anvisa diga se determinada vacina pode ser aplicada no resto dos brasileiros. Isso não vale só para a Pfizer. Vale para Sinovac, Oxford ou qualquer outra vacina que tenha certificação nacional. “Elas serão analisadas e colocadas à disposição.”

Ronaldo Caiado lembrou, no entanto, que até o momento apenas o imunizante da Pfizer tem a chancela do FDA. Mas, por conta das condições de logística e armazenamento, ela deve ficar concentrada nas regiões que tem capacidade de mantê-la em -70ºC. “O que não podemos fazer é o que João Doria fez. Sinalizar plano estadual de imunização a partir do dia 25 de janeiro como se todos os outros governadores estivessem sendo omissos e só ele pudesse oferecer a vacina.

Além de ser algo que fere o embasamento científico e jurídico, a vacina da Sinovac não tem certificação final de nenhum dos países reconhecidos pela Anvisa. Não tem vacina de São Paulo. A Fiocruz não é do Rio de Janeiro e o Butantan não é de São Paulo. O que se produz nos dois laboratórios serve para toda a população. Quando a Sinovac tiver reconhecimento de alguma agência internacional, ela terá 72h para ser aplicada em uso emergencial”, disse. “É inadmissível alguém querer se colocar à frente. Se cria um quadro de desobediência civil completa no Brasil.”

Jovem Pan 

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