Operação na Favela do Jacarezinho deixou 28 mortos nessa 5ª feira (7.mai.2021)Fabiano Rocha/Divulgação

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou, nesta 6ª feira (7.mai.2021), que subiu de 25 para 28 o número de mortos em uma operação contra o tráfico de drogas no Jacarezinho, na zona norte da capital, realizada nessa 5ª feira (6.mai.2021). A ação da Polícia Civil do Rio de Janeiro foi a mais letal da história do Estado.

A operação Exceptis foi deflagrada sob coordenação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, com o apoio do Departamento Geral de Polícia Especializada, do Departamento Geral de Polícia da Capital e da Coordenadoria de Recursos Especiais.

A Polícia Civil disse ter recebido denúncias de que traficantes estão aliciando crianças e adolescentes para integrar a facção que domina o território.

“Esses criminosos exploram práticas como o tráfico de drogas, roubo de cargas, roubos a transeuntes, homicídios e sequestros de trens da Supervia, entre outros crimes praticados na região”, disse a corporação.

PGR PEDE ESCLARECIMENTOS

O procurador geral da República, Augusto Aras, solicitou, nesta 6ª feira (7.mai), esclarecimentos às autoridades do Rio de Janeiro sobre a operação policial.

Foram encaminhados ofícios ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), ao procurador-geral de Justiça do MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro), Luciano Mattos, às polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, ao TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) e à Defensoria Pública do Estado. O prazo para envio das informações é de 5 dias úteis.

Aras pede explicações sobre as circunstâncias da operação policial. O procurador citou a possibilidade de responsabilização dos envolvidos na ação, caso se comprove que houve descumprimento da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que suspendeu operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro durante a pandemia.

Poder360

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