Foto: Sistema Arapuan Mídias & Marketing

O convidado do programa Tribuna Livre para a rodada de entrevistas com candidatos a prefeito de João Pessoa, nesta quinta-feira (08), é o ex-senador Cícero Lucena (PP).

O candidato lembrou dos feitos enquanto prefeito de João Pessoa e afirmou que a pandemia proporcionou momentos de reflexão que o levaram a diagnosticar o tamanho do problema e as consequências para o futuro da cidade. “No começo defendi o adiamento das eleições, mas com a consolidação do pleito esse ano, senti a responsabilidade de analisar quem seria o melhor gestor, com competência e experiência para enfrentar o momento de pandemia e pós-pandemia”, disse.

“Me sinto pronto e preparado, porque tenho experiência, capacidade, inteligência e consequentemente sempre estive à frente do meu tempo”, destacou lembrando que foi o prefeito mais jovem de João Pessoa, o vice-governador mais jovem e o ministro mais jovem do Brasil. Por isso, o candidato se entende como apto a pensar e agir em favor do futuro. “O quadro de crise que enfrentamos não se faz aventura, nem experiências que possam agravar a situação”, apontou.

Saúde

O candidato destacou os feitos pela saúde enquanto prefeito como a abertura do Santa Isabel, a construção do Trauminha e a cobertura de 100% dos bairros por PSFs e destacou que a cidade enfrenta problemas na saúde, com o fim da entrega de medicamentos e exames que não são marcados quando precisa. “O Santa Isabel não cumpre seu papel, o Trauminha está como todos sabem”, afirmou prometendo trazer de volta o perfil do Santa Isabel para cirurgias eletivas e desafogar o Trauminha.

Cícero também destacou a criação de uma rede de saúde da mulher para prevenção e a necessidade da implantação da telemedicina.

Educação

O candidato lembrou que há oito anos dizia ser necessário fornecer tablets com internet para os alunos da rede municipal e alertou que se isso tivesse sido feito, hoje os professores estariam qualificados, os alunos acostumados a estudar de forma digital e não estariam perdendo o ano letivo devido a pandemia. “Queremos transformar a cidade com inovação”, contou.

Alianças

Questionado por outros candidatos – devido ao grande número de alianças – se seria um representante da velha política, Cícero rebateu alegando que nas eleições há muitos “candidatos de internet” que veem programas de governo e colam como sendo deles. Eu tenho prática, não faço promessas de campanha, dou testemunho de vida. A grande diferença é essa”, apontou.

Cícero acusou, ainda, os adversários de tentar manipular a opinião dos eleitores.

O candidato também destacou que teve a “sorte” de ter o apoio do governador do Estado, João Azevêdo, apontando que tem vários projetos em conjunto a exemplo da Saúde da Mulher onde o governo do estado quer construir o Hospital da Mulher. Na Educação Cícero também destacou a necessidade de preparar as crianças para que o Estado não precise suprir as deficiências do município.

Cícero também ressaltou que há projetos de ações conjuntas na área de infraestrutura, mobilidade urbana, turismo e na criação de uma linha de crédito para Pequenas e Médias Empresas.

Operação Confraria

O candidato destacou que a investigação foi um momento de muita dificuldade, dor e sofrimento. “Em momento algum perdemos o equilíbrio, até pela consciência tranquila de que não devíamos. A Justiça ao me inocentar resgatou a história de João Pessoa e alguns partidos me convidaram para que me filiasse, mas o que me motivou verdadeiramente foi a crise que a cidade está passando. Não podemos brincar de eleição”, pontuou.

A respeito da fala de adversários que apontaram que Cícero precisaria de uma liminar na justiça para concorrer, o candidato afirmou que eles têm medo. “Não têm condições de me enfrentar, sentar comigo e debater de forma verdadeira, não com maquiagem, insinuações. Eles tentam fazer isso, mas temos decisão, registro da nossa candidatura inquestionável”, contou.

Em relação aos ataques sofridos nas redes sociais, o candidato afirmou que já acionou o departamento jurídico e a justiça eleitoral vai tomar as providências. “Se cometem crime no período eleitora, quando chegar ao cargo, imagine o que é capaz de fazer?”, questionou.

Marília Domingues

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