Foto: Paraibaonline

O processo de discussão e votação para a definição da mesa diretora para o segundo biênio (2023/2024) da legislatura que está começando, ocorrido na última sexta-feira na Câmara Municipal de Campina Grande, sinalizou que o debate será intenso e, em muitos casos, voltado para dentro dos muros daquela casa legislativa.

O pedido de realização imediata do pleito – que acabou prevalecendo – contou com a subscrição de 19 vereadores, inclusive de vários ´novatos´, que sequer conheciam o regimento interno da casa, muito menos a sua rotina.

“Mudaram as estações, mas nada mudou”, recitou o vereador Olímpio Oliveira (PSL), ecoando um verso da música da cantora e compositora Cássia Eller.

“Estou aqui, para meu constrangimento, exercendo um papel que exerci há quatro anos. É um mau começo, não faz bem a esse poder”, emendou.

Olímpio, o ´decano´ da nova legislatura, observou que seria possível – se assim fosse o entendimento da maioria – realizar com brevidade a antecipação da eleição, com a ressalva de que os ritos “têm tempo próprio e forma”.

“Não fiz barganha de nada. O certo seria deixar para o início do período ordinário”, opinou a ex-presidente Ivonete Ludgério (PSD), que por não ter mantido um compromisso firmado em 2016 com o hoje presidente Marinaldo Cardoso (REP), criou o ´estigma´ que adiar uma eleição ´interna corporis´ é a senha para o descumprimento do que esteja apalavrado.

Estreante nos debates parlamentares, o vereador Anderson Almeida (Podemos) argumentou na mesma direção, em outra perspectiva: “Se há pressa para votar, é porque não existe confiança”.

Com o seu pragmatismo habitual, o vereador Alexandre Pereira (PSD) – candidato a líder do governo este ano, mesmo sem assumir essa condição – asseverou: “O plenário é soberano!”

“É uma flagrante ilegalidade que se comete neste momento. É muito ruim nós estarmos sacramentando um casuísmo”, insistiu Olímpio Oliveira.

“Cuidado, presidente Marinaldo, o senhor já foi vítima disso”, acrescentou Olímpio, rememorando o episódio de 2016, acima referido.

O vereador Anderson, ainda na sessão, avisou que essa eleição da mesa para o segundo biênio “com certeza será judicializada. Isso será vexatório”.

“Depois não reclamemos a interferência do Judiciário no Legislativo”, emendou.

“Quem quiser fazer a judicialização que faça”, respondeu rapidamente o vereador Alexandre.

*com informações da coluna Aparte, assinada pelo jornalista Arimatéa Souza

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